sábado, 22 de maio de 2010

"Não há o que duvidar: o preconceito está no ar"

"Nada contra camareiras, até porque miha avó era lavadeira de roupa. Mas vamos ter respeito ao caminho que cada um traçou. Minha mãe tem 51 anos de serviço. Além de ser juíza, ela realiza um trabalho em escolas de counidades carentes de Salvador, mostrando o exemplo dela, que lutou contra todas as dificuldades e conseguiu chegar aonde está hoje," desabafa o promotor Fausto Valois.

Este é o relato do que ainda ocorre nos dias de hoje...

Fizemos um artigo apresentado no II Congresso Baiano de Pesquisadores Negros, em Feira de Santana, na Bahia,intitulado “ DIFERENTES, DISTINTOS E DIVIDIDOS PELA FALA E PELA COR DA PELE", analisando expressões vividas pela juiza Luislinda Valois, mãe do promotor que se enuncia acima. Neste momento, não só a apoiamos, mesmo à distancia, como aproveitamos para mostrar que o preconceito ainda precisa ser combatido.

Nesta semana, de 26 a 28 de maio de 2010, realizaremos o III Seminário Preconceito na Fala,Preconceito na Cor, amplamente divulgado em todas as partes do país, em Portugal e em Angola. Durante toda a preparação do seminário, vivenciamos inúmeras manifestações de preconceito e discriminação, até mesmo, de intolerância. Aliás, estamos vivenciando...

Agradecemos o apoio da SEPPIR - Secretaria de Políticas para a Igualdade Racial, em Brasilia, que acompanha o nosso trabalho, e, através do seu empenho e participação efetiva, possibilita a vinda de palestrantes envolvidos com a temática, atuantes no nosso encontro.


No próximo dia 26 de maio, na abertura do Seminário, proferirei a palestra intitulada "Não há o que duvidar: o preconceito está no ar", momento em que será apresentada uma avaliação quantitativa de diferentes manifestações de preconceito, discriminação e até de intolerância, vividas de 2008 a 2010, em ambientes de diversos setores - público e privado, em Salvador.