domingo, 31 de julho de 2011

“AQUI NINGUÉM É BRANCO: TRADIÇÃO CULTURAL E A CONTESTAÇÃO DO RACISMO”

A Livraria LDM e Liv Sovik, convidam para a palestra:



“AQUI NINGUÉM É BRANCO: TRADIÇÃO CULTURAL E A CONTESTAÇÃO DO RACISMO”

Palestrante: Liv Sovik

01 de agosto, às 18:30h, no salão de eventos da LDM.





Como se trabalha com a tradição cultural de maneira a contestar o racismo? Esses e outros questionamentos serão discutidos por Liv Sovik, autora do livro Aqui Ninguém é Branco.

Através do estudo de lugares-comuns na música popular brasileira, 'Aqui ninguém é branco' propõe releituras do cosmopolitismo brasileiro, do corpo dançante como emblema da nação, da marca deixada pelos escravos e da ligação entre branco e negro no cotidiano. Discute as maneiras em que, na grande imprensa, o branco é valorizado e a experiência americana de relações raciais é tratada como ameaçadora e radicalmente diferente da brasileira.


A obra encontra-se esgotada na editora, porém estaremos disponibilizando alguns exemplares para venda durante a palestra.


LIV SOVIK é professor associado da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Pesquisa o discurso identitário brasileiro, partindo muitas vezes de uma reflexão sobre a historia da música popular. Nessas pesquisas, focaliza questões políticas e teóricas de raça e de gênero colocadas por esse discurso, sobretudo em seu interface com o contexto global.

Possui graduação em English Language and Literature - Yale University (1977), mestrado em Estudos Latino-Americanos (área de Comunicação) - University of Texas at Austin (1985) e doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (1994). Fez estágio pós-doutoral em Goldsmiths College - University of London, em 2007-8.



quarta-feira, 27 de julho de 2011

Tese da USP aponta para possibilidade de comportamento antiético na publicação de artigos científicos brasileiros

http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=78553


Tese da USP aponta para possibilidade de comportamento antiético na publicação de artigos científicos brasileiros

 
De acordo com o estudo, entre os problemas mais comuns estão a citação de mais livros e artigos na bibliografia além dos realmente usados, o que aumenta a credibilidade do estudo, e a coautoria, que aparece como favor trocado.

Tese de doutorado da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP) alerta para a possibilidade de problemas de conduta ética na publicação de artigos científicos de pesquisadores brasileiros, tais como coautorias forjadas e citações de fontes não consultadas na bibliografia dos trabalhos acadêmicos.

O autor da tese, Jesusmar Ximenes Andrade, cita entre os problemas mais comuns a citação de mais livros e artigos na bibliografia além dos realmente usados, o que aumenta a credibilidade do estudo, e a coautoria, que aparece como favor trocado. Nesse último caso, os falsos parceiros assinam dois artigos em vez de um e, assim, aumentam sua produtividade, quesito que é avaliado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), no processo de classificação dos programas de pós-graduação. Ligada ao Ministério da Educação, a Capes é uma das agências de fomento à pesquisa científica e acadêmica do governo federal.

A suspeita de ocorrências de conduta antiética na produção de artigos científicos veio a partir da aplicação de 85 questionários, respondidos por participantes do Congresso USP de Controladoria e Contabilidade, realizado em 2009, em São Paulo. Segundo a pesquisa, a maioria das pessoas afirmou não conhecer nenhum caso de má conduta, mas elas acreditam que tais práticas sejam comuns.

Andrade estranhou o resultado. "As pessoas conhecem pouco, mas acreditam que ocorrem [problemas antiéticos] mais do que acontecem? Eu presumi que quem estava respondendo sobre as suas crenças também estava respondendo sobre os seus próprios hábitos", disse o autor da tese, que é professor adjunto da Universidade Federal do Piauí (UFPI). A tese foi defendida em abril, no Departamento de Contabilidade da FEA/USP.

Andrade destaca o fato de os resultados de sua pesquisa dizerem respeito à "má conduta na pesquisa das ciências contábeis", mas avalia que "não encontraríamos resultados muito diferentes se fôssemos para um censo", incluindo todos os campos científicos.

Para ele, o Brasil mantém o foco na quantidade, critério que fez o País ocupar o décimo terceiro lugar na produção científica internacional, e não se preocupa com a qualidade. "Por que o Brasil não tem um [Prêmio] Nobel?", pergunta ao afirmar que "a quantidade que nós estamos buscando é infinitamente desproporcional à qualidade dos estudos que estamos produzindo".

A busca por quantidade é almejada por todos os pesquisadores, de acordo com Andrade. "Seja para conseguir recursos ou para obter status dentro da academia." Em sua opinião, "para buscar essa quantidade, esse volume, termina-se utilizando certos artifícios que, segundo foi observado, não são condutas livres de suspeita. São condutas impregnadas de comportamentos antiéticos".

O autor da tese diz que a Capes dispõe de "métricas" de avaliação mais voltadas à qualidade do trabalho do pesquisador do que à quantidade de artigos gerados. "O sistema de avaliação chamado Qualis pontua os artigos conforme a revista científica de publicação", lembrou.

A Agência Brasil procurou pela Capes desde a última sexta-feira (22), mas foi informada ontem (25), por e-mail, que o diretor de Avaliação, Livio Amaral, "precisa de uns dias para ler a tese".

O professor de metodologia do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB), Marcelo Medeiros, não concorda com o conceito de que a busca por quantidade seja prejudicial. Segundo ele, a pressão da Capes por aumento da produtividade "é mínima". Em sua opinião, "opor quantidade à qualidade não é correto". "Nas ciências em geral, os melhores pesquisadores são também professores que têm bom nível de publicações. Publica muito quem pesquisa muito."
(Agência Brasil - 25/7)

sábado, 23 de julho de 2011

Romaria dos Mártires - CIMI

 Romaria dos Mártires reafirma compromisso com as Causas da Vida
Ribeirão Cascalheira, em Mato Grosso (MT), recebeu no último final de semana, dias 16 e 17 de julho, a Romaria dos Mártires da Caminhada. Sob o tema Testemunhas do Reino, cerca de seis mil romeiros, vindos de todo o país, celebraram e reafirmaram o compromisso com a causa de homens e mulheres que deram a vida na contestação do latifúndio, da servidão, da corrupção, da violência. A Romaria acontece de cinco em cinco anos e nesta edição comemorou os 40 anos da Prelazia de São Félix do Araguaia (MT), organizadora da Romaria, e os 35 anos do martírio do padre João Bosco Penido Burnier, assassinado por um policial, em 11 de outubro de 1976, depois de interceder por duas mulheres que estavam sendo torturadas na delegacia de Ribeirão Cascalheira. Dez anos depois da morte ocorreu a primeira edição da celebração romeira.

Mãe Stella: Ojó Ibaré – Dia da Amizade

Artigo de Mãe Stella: Ojó Ibaré – Dia da Amizade

Vinte de julho – Dia Internacional da Amizade. Substantivo tão cantado e contado, mas dificilmente encontrado. Milton Nascimento canta: “Amigo é coisa para se guardar no lado esquerdo do peito”. Roberto Carlos diz que quer ter um milhão de amigos, para que mais forte possa cantar.

Impossível falar da amizade sem o substantivo correlato – amigo. Roberto Carlos pede um milhão, mas se conseguirmos apenas um já é bom demais, principalmente se este substantivo vier acompanhado de um adjetivo imprescindível: sincero. Na verdade, é impossível considerar alguém amigo, se ele não for sincero. Uma amizade assim sugere compreensão, perdão, capacidade de dizer não nas horas precisas, coragem de mostrar o que não se deseja ver. Amigo é aquele que entende o que o outro quer fazer, mas não necessariamente apoia: orienta e torce para que o caminho certo seja encontrado.

Pois não são apenas as opiniões semelhantes que fazem com que duas pessoas encontrem a amizade.

Um exemplo disso é a grande afinidade que une dois orixás de temperamentos opostos: Orumilá, que através da calma ajuda os homens a “aplainarem” seus destinos, e Exu que “quente como o fogo” auxilia criando confusões. A amizade tão cantada é agora contada: Orumilá viajava em comitiva e todos queriam ajudá-lo carregando sua sacola de divinação. Os “amigos” terminaram brigando entre si, fazendo com que Orumilá optasse por carregar seus apetrechos.

Orumilá não conseguia tirar aquele assunto da cabeça. Ele estava confuso a respeito de quem entre todos os que queriam ajudar-lhe era seu amigo de verdade e, por isso, resolveu fazer um teste. Mandou espalhar um falso boato de que ele tinha morrido. Muitos “amigos” apareceram para demonstrar o pesar à esposa de Orumilá. Cada um dizia que o referido orixá lhe devia dinheiro, o qual tinha que ser pago com o recebimento da sacola de divinação.

Escondido, Orumilá ouvia tudo aquilo com uma profunda dor. Foi quando apareceu Exu, tão pesaroso quanto os outros. A mulher de Orumilá lhe perguntou, então, o que seu marido devia para ele. Exu respondeu que simplesmente nada. Percebendo que a dor de Exu era verdadeira e desinteressada, Orumilá apareceu e disse: “Quando a afinidade com um amigo é grande, ele é considerado mais que um parente”.

Se não é fácil encontrar um amigo sincero, mais difícil ainda é ser um deles. Afinal, a arte da amizade implica que a índole seja pura, que já se tenha adquirido uma mente despoluída, onde não há lugar para a ambição, a mentira, a falsidade e outros pensamentos e atitudes dúbios.

É muito comum a amizade, que geralmente vem acompanhada de benevolência, aparecer nos momentos adversos. Nas tragédias que acontecem vemos pelos meios de comunicação brotar, momentaneamente, uma intensa e coletiva generosidade que, com a mesma intensidade que aparece, some. Pergunto-me: é generosidade real ou uma necessidade de acreditar que existe em si uma fagulha que seja de nobres sentimentos, que encubram tantos outros, como egoísmo, hipocrisia, hostilidade, inveja, indiferença? Muitos dizem que é na tristeza que se conhece um grande amigo. Será?

É para que nunca nos esqueçamos de cultivar o sentimento fiel de afeição e ternura para com os outros que foi instituído o Dia Internacional da Amizade. Esse dia foi escolhido por Enrique Ernesto Febbraro, que compreendeu o fato da chegada do homem à Lua, ocorrido em 20/7/1969, como uma prova significativa de que, quando as pessoas se unem, não existem obstáculos intransponíveis. Antes disso, esse argentino já havia divulgado o seguinte lema, enviando diversas cartas para diferentes países: “Meu amigo é meu mestre, meu discípulo e meu companheiro”.

Volto ao passado e lembro-me de uma antiga canção que diz: “Amigo, palavra fácil de pronunciar. Amigo, coisa difícil de se encontrar. Por isso se diz na frase tão usada: venha a nós e ao vosso reino nada”. Então vamos aproveitar este vinte de julho para refletirmos sobre maneiras saudáveis de construir e manter relacionamentos amigáveis com nossos semelhantes, é o que se diz em yorubá: baré.

Maria Stella de Azevedo Santos é Iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá
Artigo publicado no dia 20 de julho de 2011, na editoria Opinião do jornal A TARDE

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Convite :: Caboclos de Itaparica :: Em Cruz das Almas (BA)

segunda-feira, 18 de julho de 2011

NOTÍCIAS DA ALFAL


NOTÍCIAS DA ALFAL
(1/11)


* Estão disponíveis algumas fotos do XVI ALFAL em Alcalá de Henares (e outras) no site www.mundoalfal.org/fotos RD.htm


** Nossa ex presidente Alba Valencia Espinoza assume a responsabilidade pelo número 26 de Lingüística (dezembro de 2011). Além disso, será responsável pelos três próximos números dos Cuadernos de la ALFAL.


*** Há novos delegados da ALFAL na Europa do Norte (Bélgica, Finlândia, Holanda, Inglaterra, Noruega e Suécia): Nadezhda Bravo Cladera (Suécia) n.bravo.cladera@gmail.com, substitui Robert de Jonge; na Europa do Leste (Alemanha, Áustria, Suíça, República Tcheca e Polônia): Carsten Sinner (Alemanha) sinner@rz.uni.leipzig.de, substitui Klaus Zimmermann; e na Espanha/Portugal (Juan Pedro Sánchez Méndez juan.sanchez@unine.ch, substitui José María Enguita)


**** ¡Em 2014 a ALFAL completa 50 anos!


E não se esqueça de visitar regularmente  www.mundoalfal.org

(12.06.11)
--
Raúl Scavarelli
Webmaster ALFAL

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Intelectuais na Diáspora Africana pós-abolição (Brasil-EUA): As táticas antiracialistas de Manuel Querino e Booker T. Washington

Intelectuais na Diáspora Africana pós-abolição (Brasil-EUA): As táticas antiracialistas de Manuel Querino e Booker T. Washington

com Sabrina Gledhill
 
Local -  Instituto Geográfico e Histórico da Bahia
DATA - 27 DE JULHO DE 2011  - 17h



Sabrina Gledhill é cidadã britânica radicada no Brasil. Possui

graduação em Letras Inglesas (English Literature) - University of

California at Los Angeles (1982), summa cum laude (conceito máximo), e

mestrado em Estudos Latino-Americanos, University of California at Los

Angeles (1986), sob a orientação do saudoso historiador E. Bradford

Burns. Tem experiência na área de História e Antropologia, com ênfase

em Antropologia das Populações Afro-Brasileiras, atuando

principalmente nos seguintes temas: Brasil, Século XIX, relações

raciais, Manuel Querino, Booker T. Washington. Tradutora de mais de 30

livros, inclusive Death is a Festival (A morte é uma festa), de Joao

Reis. Membro do Conselho Fiscal do Instituto Geográfico e Histórico da

Bahia - IGHB, Diretora da Sociedade de São Jorge e o Cemitério dos

Ingleses, Diretora da Fundação Sacatar. Doutoranda em Estudos Étnicos

e Africanos (Pos-Afro) do CEAO/UFBA. Orientador: Jeferson Bacelar.