Sobreviventes de Hiroshima estigmatizados no Japão
As consequências do bombardeio e da exclusão social que duraram anos ainda perduram para sobreviventes e descendentes da tragédia. Além de doenças relacionadas com a radiação, como câncer e estresse, o preconceito é outra chaga terrível.
Por Suvendrini Kakuchi, da IPS
[05 de agosto de 2010 - 11h11]
A japonesa Toshiko Hamamako se ergueu trêmula e se dirigiu ao público, mas não por pânico diante das pessoas. Seu problema começou há décadas. No dia 6 de agosto de 1945, quando era menina, os Estados Unidos lançaram a bomba atômica sobre a cidade japonesa de Hiroshima, 700 quilômetros a oeste de Tóquio. Três dias depois lançaram outra sobre Nagasaki e pôs fim à agressão japonesa e ao conflito no Pacífico.
Toshiko só recentemente se atreve a falar em público sobre sua vida, 60 anos após o ocorrido. “Ficava aterrorizada ao falar de pé, diante do público, mas também foi uma experiência pessoal importante”, disse a mulher de 66 anos, na conferência sobre o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TPN), realizada em maio em Nova York. Junto a ela havia outros hibakusha, sobreviventes da bomba atômica. Seus relatos sobre doenças e tratamentos dolorosos continuam sendo uma prova poderosa da devastação causada por essa arma letal.
Seu sofrimento não foi apenas pelas queimaduras da radiação e os consequentes problemas médicos, mas pela estigmatização e discriminação que sofrem os sobreviventes e suas famílias. “Somos evitados porque estávamos contaminados”, contou Toshiko. Os filhos dos sobreviventes também são estigmatizados. “Contei o quanto é horrível ser uma hibakusha”, relatou Toshiko, que agora vive com o marido e a filha em Saitama, bairro da zona oeste de Tóquio.
“Minha mãe nunca me falou daquela época porque não gostava de recordar o prolongado sofrimento que viveram ela, minha irmã e toda a vizinhança. A radiação as afetou muito, têm queimaduras que nunca se curaram”, acrescentou. Quando Toshiko se casou, seu marido a fez prometer manter segredo de sua condição para não serem discriminados. “Respeitei seu desejo. Foi há dois anos que decidi falar e estou contente por isso. Agora me dou conta da importância que tem minha história para o mundo”, acrescentou.
“Sabia que chegava a eles”, disse Hiroshi Nakamura, de 67 anos, que falou na mesma conferência que Toshiko. “Minha mensagem sobre os horrores da bomba atômica teve muito mais efeito do que muitos livros e filmes”, afirmou. Os relatos dos sobreviventes não serão sobre a catástrofe propriamente dita porque eram muito jovens, mas os ativistas afirmam que realçam as consequências do bombardeio e da exclusão social que duraram anos. “Pessoas como Toshiko são fundamentais para que o mundo aprenda a lição de Hiroshima”, disse o professor Mitsuo Okamoto, responsável pelo Centro para a Paz e a Não Violência, de Hiroshima. “Seus relatos são uma continuação do trabalho desempenhado pela geração mais velha de sobreviventes, cujas narrações daquele dia fatídico impulsionaram ações globais pela paz”, acrescentou.
Segundo as estatísticas, são 162 mil sobreviventes reconhecidos oficialmente, mais de 60% têm entre 70 e 80 anos, e sofrem de doenças relacionadas com a radiação, como câncer e estresse. A bomba de urânio, lançada por aviões norte-americanos sobre Hiroshima, criou uma enorme nuvem de radiação na forma de cogumelo e deixou 140 mil mortos, 40% da população da cidade. O número de vítimas em Nagasaki foi semelhante, 73.884 desapareceram na hora e outras 74.909 ficaram feridas.
Dos 1.500 hibakusha, de aproximadamente 60 anos, entrevistados para uma pesquisa realizada em julho pelo jornal Asahi, 61% disseram que começaram a se abrir e contar suas histórias depois de 2005. Muitos analistas afirmam que o prolongado silêncio se deve ao estigma social e ao medo de não poder casar porque numerosos japoneses acreditam que a saúde dos filhos e netos de hibakusha não é boa. Hiroshi, de fato, compara sua situação com a de uma condenação à morte porque não sabe quando terá diagnosticada uma doença relacionada com a radiação.
Este ano, Hiroshi se sente animado com a notícia de que o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, decidiu participar da cerimônia de 65 anos do lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima. Também participarão, pela primeira vez, representantes dos Estados Unidos, da França e da Grã-Bretanha. “Nos dá uma grande força para seguir adiante”, disse Hiroshi, que perdeu sua mãe para o câncer.
A reação de seus compatriotas é um dos grandes obstáculos a ser vencido pelos hibakusha. Sobreviventes e ativistas se queixam de que os livros não fornecem informação suficiente sobre o conflito no Pacífico nem sobre a Segunda Guerra Mundial, em especial sobre o papel do Japão e sua cruel colonização dos países da região. “Muitas vezes sinto que os japoneses acreditam que fomos um aborrecimento porque sempre revivemos o papel do Japão na Segunda Guerra Mundial. É triste, “lamentou Toshiko. “Mas, continuaremos falando”, finalizou.
Por Envolverde/IPS. Foto por BlatantNews.com.
Blog para apresentar, discutir e comentar sobre as diferentes manifestações de preconceito na fala.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Palestra no CEAO - hoje, sexta feira, dia 06.08.2010 às 17.30h
PALESTRANTE: PROF. SETH RACUSEN - DIA 06/08, SEXTA, 17:30 HS.
Seth Racusen estuda a questão racial no Brasil e nos Estados Unidos. Publicou um capítulo do livro do professor Kabengele Munanga, Estratégias e Políticas de Combate À Discriminação Racial, analisando os procedimentos de apuração e classificação dos casos de discriminação racial levantados pela Delegacia Especializada em Crimes Raciais (DCS) de São Paulo. Publicou outros artigos sobre a tema e também sobre ação afirmativa no Brasil no livro do Bernd Reiter e Gladys Mitchell, Brazil´s New Racial Politics.
Seth Racusen estuda a questão racial no Brasil e nos Estados Unidos. Publicou um capítulo do livro do professor Kabengele Munanga, Estratégias e Políticas de Combate À Discriminação Racial, analisando os procedimentos de apuração e classificação dos casos de discriminação racial levantados pela Delegacia Especializada em Crimes Raciais (DCS) de São Paulo. Publicou outros artigos sobre a tema e também sobre ação afirmativa no Brasil no livro do Bernd Reiter e Gladys Mitchell, Brazil´s New Racial Politics.
Lançamento - Sidney Falcão
A Livraria LDM, Fundo de Cultura e Sidney Falcão de Carvalho
convidam para o lançamento da obra:
MIUDINS
30 anos
de periferia.
Sábado, 14 de Agosto de 2010, a partir das 10h, na Livraria LDM.
(Rua Direita da Piedade, nº22, Piedade. Próximo à Secretaria de Segurança Pública e ao Banco do Brasil.).
Mais informações:
71 2101-8007/ 8000
eventos@livrariamulticampi.com.br
HTTP://ldmcultural.blogspot.com/
A Obra:
MIUDINS, série de tiras em quadrinhos de Sidney Falcão, retrata a vida na periferia, com seus tipos, linguajares, cenários e situações; um material criado a partir da vivência pessoal do autor, um artista plástico morador da periferia soteropolitana há 30 anos.
Além de um projeto de produção e circulação de História em Quadrinhos, “MIUDINS – 30 anos de periferia” propõe uma ação de inclusão cultural participativa, na medida em que abre espaço para a população da periferia expor seu pensamento nas páginas dos livros, através da publicação de depoimentos de 12 moradores, que poderão falar de assuntos do local onde moram ou trabalham, em nível pessoal ou geral, introspectivo, social, reflexivo; com humor ou seriedade... enfim, com a liberdade para se expressar artisticamente.
Complementando o caráter social deste projeto, TODOS os livros produzidos – excetuando-se cotas governamentais, de divulgação e da equipe de produção – serão doados para a ONG de Utilidade Pública “CENTRO DE INTEGRAÇÃO FAMILIAR – CEIFAR”, sediada no bairro de Tancredo Neves / Beiru, que ficará responsável pela viabilização da venda dos mesmos, arrecadando assim recursos para suas atividades sociais.
“MIUDINS – 30 anos de periferia” é muito mais do que um projeto cultural de publicação de livros de Quadrinhos, é a síntese da vivência e produção artística de Sidney Falcão, um autor com vasta experiência e reconhecimento da crítica especializada. Há anos, Sidney é um dos desenhistas da Turma do Xaxado, de Antonio Cedraz, ajudando a conquistar todos os prêmios nacionais dados a este trabalho. Com “MIUDINS...” Sidney tem a oportunidade de levar ao público um trabalho plenamente pessoal, autoral, construído ao longo dos anos.
A série MIUDINS já é conhecida no Brasil e no exterior, através de publicação em Fanzines e sites especializados. Com estes livros, o autor pretende dar mais visibilidade ao seu trabalho, penetrando em outras mídias e no mercado. Trata-se de divulgar um trabalho baiano, feito por um autor da periferia que retrata esta mesma periferia e valoriza aspectos locais da cultura soteropolitana, muitas vezes deixados à margem do processo cultural.
Por conta disto tudo, este projeto também abre espaço para a publicação de depoimentos de 12 moradores de Tancredo Neves / Beiru e adjacências, dando oportunidade para a comunidade falar de si mesma, com voz própria, em um processo real de co-autoria na construção da obra “MIUDINS – 30 anos de periferia”. Estas pessoas serão selecionadas através de critérios a serem definidos, de tal forma que se consiga uma amostra o mais representativa possível da comunidade
O Autor:
SIDNEY FALCÃO DE CARVALHO
Bacharel em Artes Plásticas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Sidney Falcão é ilustrador, arte-finalista e quadrinhista, desenvolvendo trabalhos em diferentes técnicas artísticas.
Com seus cartuns e quadrinhos, participou de diversos Salões de Humor do Brasil e exterior. Em 2001, ganhou Menção Honrosa no Salão de Humor de Volta Redonda, no Rio de Janeiro. No mesmo ano, recebeu Menção Especial no 1º Salão Internacional de Humor da Bahia.
Em 2007, ilustrou a coleção infanto-juvenil “Circo Imperial de Contentamentos”, utilizando técnica mista de aqualera, lápis de cor e nanquim. Na Editora Cedraz, produziu capas e ilustrações para livros de diversos autores baianos – Sérgio Mattos, Ceci Alves, João José de Oliveira e outros – entre coletâneas de contos e romances.
Sidney é o criador da série de tiras em quadrinho MIUDINS, personagens bastante conhecidos no meio dos quadrinhos alternativos, inclusive em sites especializados do exterior. A série tem uma longa história de publicação em fanzines e revistas, de forma independente e em circuitos não-comerciais, inclusive fora do país.
No Brasil, MIUDINS teve recentemente uma tira em quadrinhos publicada na versão on line da Revista CULT, importante publicação cultural do país.
Sidney Falcão foi cartunista do Jornal Correio da Bahia. Atualmente, é um dos ilustradores das histórias em quadrinhos da Turma do Xaxado, de Antonio Cedraz.
convidam para o lançamento da obra:
MIUDINS
30 anos
de periferia.
Sábado, 14 de Agosto de 2010, a partir das 10h, na Livraria LDM.
(Rua Direita da Piedade, nº22, Piedade. Próximo à Secretaria de Segurança Pública e ao Banco do Brasil.).
Mais informações:
71 2101-8007/ 8000
eventos@livrariamulticampi.com.br
HTTP://ldmcultural.blogspot.com/
A Obra:
MIUDINS, série de tiras em quadrinhos de Sidney Falcão, retrata a vida na periferia, com seus tipos, linguajares, cenários e situações; um material criado a partir da vivência pessoal do autor, um artista plástico morador da periferia soteropolitana há 30 anos.
Além de um projeto de produção e circulação de História em Quadrinhos, “MIUDINS – 30 anos de periferia” propõe uma ação de inclusão cultural participativa, na medida em que abre espaço para a população da periferia expor seu pensamento nas páginas dos livros, através da publicação de depoimentos de 12 moradores, que poderão falar de assuntos do local onde moram ou trabalham, em nível pessoal ou geral, introspectivo, social, reflexivo; com humor ou seriedade... enfim, com a liberdade para se expressar artisticamente.
Complementando o caráter social deste projeto, TODOS os livros produzidos – excetuando-se cotas governamentais, de divulgação e da equipe de produção – serão doados para a ONG de Utilidade Pública “CENTRO DE INTEGRAÇÃO FAMILIAR – CEIFAR”, sediada no bairro de Tancredo Neves / Beiru, que ficará responsável pela viabilização da venda dos mesmos, arrecadando assim recursos para suas atividades sociais.
“MIUDINS – 30 anos de periferia” é muito mais do que um projeto cultural de publicação de livros de Quadrinhos, é a síntese da vivência e produção artística de Sidney Falcão, um autor com vasta experiência e reconhecimento da crítica especializada. Há anos, Sidney é um dos desenhistas da Turma do Xaxado, de Antonio Cedraz, ajudando a conquistar todos os prêmios nacionais dados a este trabalho. Com “MIUDINS...” Sidney tem a oportunidade de levar ao público um trabalho plenamente pessoal, autoral, construído ao longo dos anos.
A série MIUDINS já é conhecida no Brasil e no exterior, através de publicação em Fanzines e sites especializados. Com estes livros, o autor pretende dar mais visibilidade ao seu trabalho, penetrando em outras mídias e no mercado. Trata-se de divulgar um trabalho baiano, feito por um autor da periferia que retrata esta mesma periferia e valoriza aspectos locais da cultura soteropolitana, muitas vezes deixados à margem do processo cultural.
Por conta disto tudo, este projeto também abre espaço para a publicação de depoimentos de 12 moradores de Tancredo Neves / Beiru e adjacências, dando oportunidade para a comunidade falar de si mesma, com voz própria, em um processo real de co-autoria na construção da obra “MIUDINS – 30 anos de periferia”. Estas pessoas serão selecionadas através de critérios a serem definidos, de tal forma que se consiga uma amostra o mais representativa possível da comunidade
O Autor:
SIDNEY FALCÃO DE CARVALHO
Bacharel em Artes Plásticas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Sidney Falcão é ilustrador, arte-finalista e quadrinhista, desenvolvendo trabalhos em diferentes técnicas artísticas.
Com seus cartuns e quadrinhos, participou de diversos Salões de Humor do Brasil e exterior. Em 2001, ganhou Menção Honrosa no Salão de Humor de Volta Redonda, no Rio de Janeiro. No mesmo ano, recebeu Menção Especial no 1º Salão Internacional de Humor da Bahia.
Em 2007, ilustrou a coleção infanto-juvenil “Circo Imperial de Contentamentos”, utilizando técnica mista de aqualera, lápis de cor e nanquim. Na Editora Cedraz, produziu capas e ilustrações para livros de diversos autores baianos – Sérgio Mattos, Ceci Alves, João José de Oliveira e outros – entre coletâneas de contos e romances.
Sidney é o criador da série de tiras em quadrinho MIUDINS, personagens bastante conhecidos no meio dos quadrinhos alternativos, inclusive em sites especializados do exterior. A série tem uma longa história de publicação em fanzines e revistas, de forma independente e em circuitos não-comerciais, inclusive fora do país.
No Brasil, MIUDINS teve recentemente uma tira em quadrinhos publicada na versão on line da Revista CULT, importante publicação cultural do país.
Sidney Falcão foi cartunista do Jornal Correio da Bahia. Atualmente, é um dos ilustradores das histórias em quadrinhos da Turma do Xaxado, de Antonio Cedraz.
Seminário “Povos de Terreiros: Diversidade Étnica na Convenção nº 169 da OIT”
Seminário “Povos de Terreiros: Diversidade Étnica na Convenção nº 169 da OIT”
Data: 09 de Agosto de 2010, das 9h00 às 17h00
Local: Ilê Iyá Omin Asé Iyá Massê – Terreiro do Gantois – Federação – Salvador - Bahia.
Realização: Associação Cultural de Preservação do Patrimônio Bantu – ACBANTU
Apoio: Terreiro do Gantois, Povos de Terreiro do Estado da Bahia, Rede KÔDYA, Rede de Educação Cidadã, IPAC, Fundação Pedro Calmon, Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza.
A Associação Cultural de Preservação do Patrimônio Bantu – ACBANTU é membro titular da Comissão Nacional de Desenvolvimento Sustentável de Povos e Comunidades Tradicionais - CNPCT, e nesse espaço vem atuando para a inserção dos Povos de Terreiro, enquanto Povos Tradicionais, na elaboração e implantação de políticas públicas que respeitem suas identidades, realizem a preservação de seus patrimônios materiais e imateriais e, especialmente promovam ações de desenvolvimento social sustentável em todo o Brasil.
Nesse sentido, visando fortalecer esta luta e compartilhar os conhecimentos com os Povos de Terreiro da Bahia sobre este tema é que estaremos realizando o Seminário “Povos de Terreiros: Diversidade Étnica na Convenção nº 169 da OIT”, no dia 09 de Agosto de 2010, das 9h00 às 17h00, no Ilê Iyá Omin Asé Iyá Massê – Terreiro do Gantois - Federação – Salvador - Bahia.
Participarão do evento aproximadamente 80 (Oitenta) pessoas:
a. 70 (Setenta) representantes dos Povos de Terreiro da Região Metropolitana de Salvador e Recôncavo Baiano;
b. Representantes dos Povos de Terreiro na CNPCT;
c. Representante da OIT no Brasil: Dr. Christian Veloz;
d. Governo Federal: SEPPIR, Ministério de Desenvolvimento Social, Ministério do Meio Ambiente e Fundação Cultural Palmares;
e. Governo Estadual: Secretaria de Desenvolvimento Social, Secretaria da Cultura: Fundação Pedro Calmon, Assembléia Legislativa.
O Seminário será composto por 03 Painéis:
1º Painel: 9h00 às 12h30 - Palestrantes serão convidados para relatarem as especificidades étnicas de seus Ancestrais contendo informações gerais sobre espiritualidade, línguas utilizadas, normas e modo de vida. São convidados para esta mesa: A própria Mãe Carmem do Terreiro do Gantois, Ilê Axé Opó Afonjá, Terreiro do Bogum, Humpame Huntoloji, Unzó Tanuri Junçara, Unzó kwa Mpaanzu.
2º Painel: 14h00 – 16h00 – Os representantes governamentais irão dialogar com os presentes a partir da vivência da manhã, expondo as estratégias que vem sendo realizadas para a inserção dos Povos de Terreiro na Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais. São convidados para esta Mesa: OIT, MDS, MMA, SEPPIR, Fundação Palmares, Governo do Estado, SEDES, Assembléia Legislativa da Bahia e ACBANTU. Também convidaremos Mãe Carmem para estar presente nesta mesa.
3º Painel: 16h20 – 17h00 – Sistematização Coletiva do Seminário para que as suas conclusões possam ser divulgadas amplamente no Brasil.
Está sendo divulgado o texto abaixo, Anexo I, para os participantes lerem e terem um maior conhecimento a respeito da Convenção 169 da OIT.
Informações: 33215135 / 91563358
www.acbantu.org.br
Falar com: Taata Konmannanjy e Luciana
Nzaambi, Bakulu bawoonso ye Teempu wutusaambulwa!
Taata Raimundo Nonato Konmannanjy
Presidente
Data: 09 de Agosto de 2010, das 9h00 às 17h00
Local: Ilê Iyá Omin Asé Iyá Massê – Terreiro do Gantois – Federação – Salvador - Bahia.
Realização: Associação Cultural de Preservação do Patrimônio Bantu – ACBANTU
Apoio: Terreiro do Gantois, Povos de Terreiro do Estado da Bahia, Rede KÔDYA, Rede de Educação Cidadã, IPAC, Fundação Pedro Calmon, Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza.
A Associação Cultural de Preservação do Patrimônio Bantu – ACBANTU é membro titular da Comissão Nacional de Desenvolvimento Sustentável de Povos e Comunidades Tradicionais - CNPCT, e nesse espaço vem atuando para a inserção dos Povos de Terreiro, enquanto Povos Tradicionais, na elaboração e implantação de políticas públicas que respeitem suas identidades, realizem a preservação de seus patrimônios materiais e imateriais e, especialmente promovam ações de desenvolvimento social sustentável em todo o Brasil.
Nesse sentido, visando fortalecer esta luta e compartilhar os conhecimentos com os Povos de Terreiro da Bahia sobre este tema é que estaremos realizando o Seminário “Povos de Terreiros: Diversidade Étnica na Convenção nº 169 da OIT”, no dia 09 de Agosto de 2010, das 9h00 às 17h00, no Ilê Iyá Omin Asé Iyá Massê – Terreiro do Gantois - Federação – Salvador - Bahia.
Participarão do evento aproximadamente 80 (Oitenta) pessoas:
a. 70 (Setenta) representantes dos Povos de Terreiro da Região Metropolitana de Salvador e Recôncavo Baiano;
b. Representantes dos Povos de Terreiro na CNPCT;
c. Representante da OIT no Brasil: Dr. Christian Veloz;
d. Governo Federal: SEPPIR, Ministério de Desenvolvimento Social, Ministério do Meio Ambiente e Fundação Cultural Palmares;
e. Governo Estadual: Secretaria de Desenvolvimento Social, Secretaria da Cultura: Fundação Pedro Calmon, Assembléia Legislativa.
O Seminário será composto por 03 Painéis:
1º Painel: 9h00 às 12h30 - Palestrantes serão convidados para relatarem as especificidades étnicas de seus Ancestrais contendo informações gerais sobre espiritualidade, línguas utilizadas, normas e modo de vida. São convidados para esta mesa: A própria Mãe Carmem do Terreiro do Gantois, Ilê Axé Opó Afonjá, Terreiro do Bogum, Humpame Huntoloji, Unzó Tanuri Junçara, Unzó kwa Mpaanzu.
2º Painel: 14h00 – 16h00 – Os representantes governamentais irão dialogar com os presentes a partir da vivência da manhã, expondo as estratégias que vem sendo realizadas para a inserção dos Povos de Terreiro na Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais. São convidados para esta Mesa: OIT, MDS, MMA, SEPPIR, Fundação Palmares, Governo do Estado, SEDES, Assembléia Legislativa da Bahia e ACBANTU. Também convidaremos Mãe Carmem para estar presente nesta mesa.
3º Painel: 16h20 – 17h00 – Sistematização Coletiva do Seminário para que as suas conclusões possam ser divulgadas amplamente no Brasil.
Está sendo divulgado o texto abaixo, Anexo I, para os participantes lerem e terem um maior conhecimento a respeito da Convenção 169 da OIT.
Informações: 33215135 / 91563358
www.acbantu.org.br
Falar com: Taata Konmannanjy e Luciana
Nzaambi, Bakulu bawoonso ye Teempu wutusaambulwa!
Taata Raimundo Nonato Konmannanjy
Presidente
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
VI COLÓQUIO O PRAZER DO TEXTO - Programação completa
ATIVIDADE DE EXTENSÃO PROMOVIDA PELO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA DA UFBA, COM APOIO DO PRONEX FILOSOFIA E CIÊNCIAS (FAPESB/CNPq)
– 09 a 13 de agosto de 2010, no Auditório do CRH/FFCH, em São Lázaro –
A filosofia guarda uma relação singular com sua história, sempre retornando a seus textos clássicos para afirmar sua identidade e possível sentido. Com efeito, na leitura dos textos filosóficos (e ademais na leitura filosófica de certos textos), constituem-se problemas, vocabulários e mesmo estilos próprios e distintos. Lançamos, assim, com este ciclo de palestras, diversos convites à leitura de textos relevantes para a filosofia. Afinal, bem o sabemos, o prazer de um texto clássico cuidadosamente lido é parte substancial do que, em nosso caso, alimenta e realiza a unidade entre competência profissional e vocação filosófica.
ABERTURA
(às 10 horas do dia 09 de agosto de 2010):
Apresentação do Colóquio, por João Carlos Salles (UFBA).
Conferência de abertura: “Contraponto Nietzsche Wittgenstein”, por José Arthur Giannotti (USP/CEBRAP).
PALESTRAS
09 de agosto - 14 às 17 horas
“A poética, de Aristóteles”, por Sílvia Faustino de Assis Saes (UFBA).
“A brevidade da vida, de Sêneca”, por Marina Cavicchioli (UFBA).
10 de agosto - 09 às 12 horas
“O mestre, de Agostinho”, por Eduardo Chagas Oliveira (UEFS).
“Ente e essência, de Tomás de Aquino”, por Márcio Damin Custódio (UFBA).
10 de agosto - 14 às 17 horas
“Sermões alemães, de Mestre Eckhart”, por Nancy Mangabeira Unger (UFBA).
“Mensageiro das estrelas, de Galileu”, por Júlio Celso Ribeiro de Vasconcelos (UEFS).
11 de agosto - 09 às 12 horas
“Tratado das sensações, de Condillac”, por Carlota Ibertis (UFBa).
“Ser e ter, de Gabriel Marcel”, por Luciano Costa Santos (UNEB).
11 de agosto - 14 às 17 horas
“A democracia na América, de Tocqueville”, por Paulo Fábio Dantas Neto (UFBA).
“A origem das espécies, de Darwin”, por Charbel El-Hani (UFBA).
12 de agosto - 09 às 12 horas
“A origem da família, da propriedade privada e do estado, de Engels”, por Mauro Castelo Branco de Moura (UFBA).
“O eu despertado, de Roberto M. Unger”, por José Crisóstomo de Souza (UFBA).
12 de agosto - 14 às 17 horas
“Teoria atômica e a descrição da natureza, de Niels Bohr”, por Olival Freire Jr. (UFBA).
“Os chistes e sua relação com o inconsciente, de Freud”, por Sérgio Fernandes (UFRB).
13 de agosto - 09 às 12 horas
“A vontade de saber, de Foucault”, por Ricardo Calheiros Pereira (UFBA).
“O princípio responsabilidade, de Hans Jonas”, por Lourenço Leite (UFBA).
13 de agosto - 14 às 17 horas
“O conflito das faculdades, de Kant”, por Daniel Tourinho Peres (UFBA).
“A transfiguração do lugar comum, de Arthur Danto”, por Rosa Gabriella Castro Gonçalves (UFBA).
Inscrições e informações: de 16 de junho a 09 de agosto de 2010, das 8:30 às 12:30 horas, na Secretaria da FFCH, em São Lázaro. Tel. 3283.6431.
– 09 a 13 de agosto de 2010, no Auditório do CRH/FFCH, em São Lázaro –
A filosofia guarda uma relação singular com sua história, sempre retornando a seus textos clássicos para afirmar sua identidade e possível sentido. Com efeito, na leitura dos textos filosóficos (e ademais na leitura filosófica de certos textos), constituem-se problemas, vocabulários e mesmo estilos próprios e distintos. Lançamos, assim, com este ciclo de palestras, diversos convites à leitura de textos relevantes para a filosofia. Afinal, bem o sabemos, o prazer de um texto clássico cuidadosamente lido é parte substancial do que, em nosso caso, alimenta e realiza a unidade entre competência profissional e vocação filosófica.
ABERTURA
(às 10 horas do dia 09 de agosto de 2010):
Apresentação do Colóquio, por João Carlos Salles (UFBA).
Conferência de abertura: “Contraponto Nietzsche Wittgenstein”, por José Arthur Giannotti (USP/CEBRAP).
PALESTRAS
09 de agosto - 14 às 17 horas
“A poética, de Aristóteles”, por Sílvia Faustino de Assis Saes (UFBA).
“A brevidade da vida, de Sêneca”, por Marina Cavicchioli (UFBA).
10 de agosto - 09 às 12 horas
“O mestre, de Agostinho”, por Eduardo Chagas Oliveira (UEFS).
“Ente e essência, de Tomás de Aquino”, por Márcio Damin Custódio (UFBA).
10 de agosto - 14 às 17 horas
“Sermões alemães, de Mestre Eckhart”, por Nancy Mangabeira Unger (UFBA).
“Mensageiro das estrelas, de Galileu”, por Júlio Celso Ribeiro de Vasconcelos (UEFS).
11 de agosto - 09 às 12 horas
“Tratado das sensações, de Condillac”, por Carlota Ibertis (UFBa).
“Ser e ter, de Gabriel Marcel”, por Luciano Costa Santos (UNEB).
11 de agosto - 14 às 17 horas
“A democracia na América, de Tocqueville”, por Paulo Fábio Dantas Neto (UFBA).
“A origem das espécies, de Darwin”, por Charbel El-Hani (UFBA).
12 de agosto - 09 às 12 horas
“A origem da família, da propriedade privada e do estado, de Engels”, por Mauro Castelo Branco de Moura (UFBA).
“O eu despertado, de Roberto M. Unger”, por José Crisóstomo de Souza (UFBA).
12 de agosto - 14 às 17 horas
“Teoria atômica e a descrição da natureza, de Niels Bohr”, por Olival Freire Jr. (UFBA).
“Os chistes e sua relação com o inconsciente, de Freud”, por Sérgio Fernandes (UFRB).
13 de agosto - 09 às 12 horas
“A vontade de saber, de Foucault”, por Ricardo Calheiros Pereira (UFBA).
“O princípio responsabilidade, de Hans Jonas”, por Lourenço Leite (UFBA).
13 de agosto - 14 às 17 horas
“O conflito das faculdades, de Kant”, por Daniel Tourinho Peres (UFBA).
“A transfiguração do lugar comum, de Arthur Danto”, por Rosa Gabriella Castro Gonçalves (UFBA).
Inscrições e informações: de 16 de junho a 09 de agosto de 2010, das 8:30 às 12:30 horas, na Secretaria da FFCH, em São Lázaro. Tel. 3283.6431.
Café científico - agosto/2010
O Café Científico, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências (UFBA/UEFS) e pela LDM - Livraria Multicampi, tem o prazer de convidá-los para o evento do mês de Agosto de 2010:
13 de Agosto de 2010 – 18:
30h
Haroldo Sá (IG-UFBA):
Minério: Base material da trajetória humana
Para maiores detalhes, ver o resumo abaixo.
O Café Científico é um local em que qualquer pessoa pode discutir desenvolvimentos recentes das várias ciências e seus impactos sociais. Ele oferece uma oportunidade para que cientistas e o público em geral se encontrem face a face para discutir questões científicas, numa atmosfera agradável.
O evento é inteiramente gratuito e não necessita de inscrição. O local é a LDM - Livraria Multicampi, na Rua Direita da Piedade, 20, Piedade.
Para mais informações, ligue 71 2101-8000 (LDM) ou 71 3283-6568 (UFBA).
Maiores informações sobre o café científico de Salvador podem ser encontradas em http://cafecientificossa.blogspot.com
Informações gerais sobre a iniciativa dos Cafés Científicos podem ser conseguidas no seguinte sítio: http://www.cafescientifique.org.
Att
Comissão Organizadora do Café Científico:
Charbel Niño El-Hani (Instituto de Biologia, UFBA. Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências, UFBA/UEFS. Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Biomonitoramento , UFBA).
Primo Maldonado (LDM).
Luana Maldonado (LDM)
Marcello Soares (LDM)
Liziane Martins (Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências, UFBA/UEFS)
Nei de Freitas Nunes Neto (Instituto de Biologia, UFBA).
Sidarta Rodrigues (Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, UFBA)
Valter Alves Pereira (Colégio da Polícia Militar. Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências, UFBA/UEFS)
Vanessa Carvalho dos Santos (Instituto de Biologia, UFBA).
Anna Cassia Sarmento (Colégio da Polícia Militar)
Yupanqui Julho Muñoz (Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências, UFBA/UEFS)
Minério: Base Material da Trajetória Humana
Haroldo Sá (IG-UFBA)
Durante milênios, os fragmentos de rocha, os galhos de árvores e o barro foram, praticamente, as únicas matérias primas que nossos antepassados sabiam utilizar para atender suas necessidades básicas: caçar a comida, cortar um alimento, fazer fogo, construir um abrigo, defender-se do inimigo ou atacá-lo. Mas, sua capacidade de observação e aprendizado - e alguns acasos iniciais - levaram o homem a descobrir que era possível extrair metais das rochas e, com eles, fabricar utensílios bem mais eficientes. A combinação do cobre com o estanho deu origem à liga conhecida como bronze e, assim, inaugurou-se um novo estágio no desenvolvimento da civilização, conhecida como a idade do bronze. Por volta de 1.300 a .c., em alguns lugares da Ásia, já se produziam armas, arados e outros objetos de ferro, bem mais resistentes que os equivalentes feitos de bronze.
No século XIX, mais de 30 elementos da tabela periódica eram extraídos de diversos tipos de minério para fabricar pontes, casas, veículos, armas etc. Hoje, praticamente todos os elementos químicos, inclusive os isótopos artificiais, estão, direta ou indiretamente, presentes em todos os objetos e recursos que nos cercam e que utilizamos na vida moderna: aviões, celulares, alimentos, embalagens, equipamentos médicos, próteses e outros exemplos que fariam uma lista interminável.
Para a maioria das pessoas, os termos idade da pedra lascada (paleolítico), idade da pedra polida (neolítico), idade do bronze, idade do ferro são bem entendidos como estágios do desenvolvimento da civilização. Hoje, fica difícil nomear o nosso tempo: idade do alumínio (?), do silício (?). Entretanto, todos esses estágios têm um vínculo essencial com a matéria prima mineral extraída de um minério, a base material da trajetória humana.
Projetando essa trajetória surge a pergunta:
Nosso planeta tem reservas de minério suficientes para atender as demandas futuras de uma crescente população mundial?
Referências básicas:
STREET, A. & ALEXANDER, W. – 1994 – “ Metals in the Service of Man”. 10th ed., 309 p., Penguin Books.
WEINER, J> - 1988 – “ O Planeta Terra” , trad., 361 p., Livraria Martins Fontes Editora Ltda.
TEIXEIRA, W.; TOLEDO, M.C.M.; FAIRCHILD, T.R.; TAIOLI, F. – 2000 - “Decifrando a Terra” 557 p., Oficina de Textos.
BLAINEY, G. – 2004 – “Uma Breve História do Mundo” , trad. 2ª. ed., 342 p., Editora Fundamento.
13 de Agosto de 2010 – 18:
30h
Haroldo Sá (IG-UFBA):
Minério: Base material da trajetória humana
Para maiores detalhes, ver o resumo abaixo.
O Café Científico é um local em que qualquer pessoa pode discutir desenvolvimentos recentes das várias ciências e seus impactos sociais. Ele oferece uma oportunidade para que cientistas e o público em geral se encontrem face a face para discutir questões científicas, numa atmosfera agradável.
O evento é inteiramente gratuito e não necessita de inscrição. O local é a LDM - Livraria Multicampi, na Rua Direita da Piedade, 20, Piedade.
Para mais informações, ligue 71 2101-8000 (LDM) ou 71 3283-6568 (UFBA).
Maiores informações sobre o café científico de Salvador podem ser encontradas em http://cafecientificossa.blogspot.com
Informações gerais sobre a iniciativa dos Cafés Científicos podem ser conseguidas no seguinte sítio: http://www.cafescientifique.org.
Att
Comissão Organizadora do Café Científico:
Charbel Niño El-Hani (Instituto de Biologia, UFBA. Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências, UFBA/UEFS. Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Biomonitoramento , UFBA).
Primo Maldonado (LDM).
Luana Maldonado (LDM)
Marcello Soares (LDM)
Liziane Martins (Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências, UFBA/UEFS)
Nei de Freitas Nunes Neto (Instituto de Biologia, UFBA).
Sidarta Rodrigues (Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, UFBA)
Valter Alves Pereira (Colégio da Polícia Militar. Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências, UFBA/UEFS)
Vanessa Carvalho dos Santos (Instituto de Biologia, UFBA).
Anna Cassia Sarmento (Colégio da Polícia Militar)
Yupanqui Julho Muñoz (Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências, UFBA/UEFS)
Minério: Base Material da Trajetória Humana
Haroldo Sá (IG-UFBA)
Durante milênios, os fragmentos de rocha, os galhos de árvores e o barro foram, praticamente, as únicas matérias primas que nossos antepassados sabiam utilizar para atender suas necessidades básicas: caçar a comida, cortar um alimento, fazer fogo, construir um abrigo, defender-se do inimigo ou atacá-lo. Mas, sua capacidade de observação e aprendizado - e alguns acasos iniciais - levaram o homem a descobrir que era possível extrair metais das rochas e, com eles, fabricar utensílios bem mais eficientes. A combinação do cobre com o estanho deu origem à liga conhecida como bronze e, assim, inaugurou-se um novo estágio no desenvolvimento da civilização, conhecida como a idade do bronze. Por volta de 1.300 a .c., em alguns lugares da Ásia, já se produziam armas, arados e outros objetos de ferro, bem mais resistentes que os equivalentes feitos de bronze.
No século XIX, mais de 30 elementos da tabela periódica eram extraídos de diversos tipos de minério para fabricar pontes, casas, veículos, armas etc. Hoje, praticamente todos os elementos químicos, inclusive os isótopos artificiais, estão, direta ou indiretamente, presentes em todos os objetos e recursos que nos cercam e que utilizamos na vida moderna: aviões, celulares, alimentos, embalagens, equipamentos médicos, próteses e outros exemplos que fariam uma lista interminável.
Para a maioria das pessoas, os termos idade da pedra lascada (paleolítico), idade da pedra polida (neolítico), idade do bronze, idade do ferro são bem entendidos como estágios do desenvolvimento da civilização. Hoje, fica difícil nomear o nosso tempo: idade do alumínio (?), do silício (?). Entretanto, todos esses estágios têm um vínculo essencial com a matéria prima mineral extraída de um minério, a base material da trajetória humana.
Projetando essa trajetória surge a pergunta:
Nosso planeta tem reservas de minério suficientes para atender as demandas futuras de uma crescente população mundial?
Referências básicas:
STREET, A. & ALEXANDER, W. – 1994 – “ Metals in the Service of Man”. 10th ed., 309 p., Penguin Books.
WEINER, J> - 1988 – “ O Planeta Terra” , trad., 361 p., Livraria Martins Fontes Editora Ltda.
TEIXEIRA, W.; TOLEDO, M.C.M.; FAIRCHILD, T.R.; TAIOLI, F. – 2000 - “Decifrando a Terra” 557 p., Oficina de Textos.
BLAINEY, G. – 2004 – “Uma Breve História do Mundo” , trad. 2ª. ed., 342 p., Editora Fundamento.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
KIZOMBA NKISI KITEMBO
Amigos (as),
A comunidade do Terreiro Mokambo participa a todas(os), a celebração em homenagem ao Nkisi Kitembo.
Sejam bem vindos! A presença de vocês nos trará alegria.
Data: 10 de agosto às 19h.
Endereço: Rua Heide Carneiro, 89 - Vila Dois de Julho - Salvador - Bahia
Taata Anselmo Santos Minatojy
A comunidade do Terreiro Mokambo participa a todas(os), a celebração em homenagem ao Nkisi Kitembo.
Sejam bem vindos! A presença de vocês nos trará alegria.
Data: 10 de agosto às 19h.
Endereço: Rua Heide Carneiro, 89 - Vila Dois de Julho - Salvador - Bahia
Taata Anselmo Santos Minatojy
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