Blog para apresentar, discutir e comentar sobre as diferentes manifestações de preconceito na fala.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Vale a pena ler
Calem a boca, nordestinos!
Por José Barbosa Junior
A eleição de Dilma Rousseff trouxe à tona, entre muitas outras coisas,
o que há de pior no Brasil em relação aos preconceitos. Sejam eles
religiosos, partidários, regionais, foram lançados à luz de maneira
violenta, sádica e contraditória.
Já escrevi sobre os preconceitos religiosos em outros textos e a cada
dia me envergonho mais do povo que se diz evangélico (do qual faço
parte) e dos pilantras profissionais de púlpito, como Silas Malafaia,
Renê Terra Nova e outros, que se venderam de forma absurda aos seus
candidatos. E que fique bem claro: não os cito por terem apoiado o
Serra… outros pastores se venderam vergonhosamente para apoiarem a
candidata petista. A luta pelo poder ainda é a maior no meio do
baixo-evangelicismo brasileiro.
Mas o que me motivou a escrever este texto foi a celeuma causada na
internet, que extrapolou a rede mundial de computadores, pelas
declarações da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso,
alavancada por uma declaração no twitter: “Nordestino não é gente.
Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!”.
Infelizmente, Mayara não foi a única. Vários outros “brasileiros”
também passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado
final das eleições, que elegeu a primeira mulher presidentE ou
presidentA (sim, fui corrigido por muitos e convencido pelos “amigos”
Houaiss e Aurélio) do nosso país.
E fiquei a pensar nas verdades ditas por estes jovens, tão emocionados
em suas declarações contra os nordestinos. Eles têm razão!
Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste!
Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?
Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura
brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos
José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de
Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e
a maravilhosa Rachel de Queiroz?
Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur
Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará
nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em
seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem
tudo?
Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os
talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão,
de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o
deputado federal mais votado pelos… pasmem… PAULISTAS!!!
E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de
atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e
Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do
paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano.
Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será
eternizado pelo “carioca” Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e
2.
Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos
oferecer, povo analfabeto e sem cultura…
Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora
simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das
lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos
Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar
nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner…
E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas
melofias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia…
Ah! Nordestinos…
Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que
nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á
força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país?
Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um
ponto na sofrida e linda história do seu povo?
Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo
civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a
lhes ensinar.
Por que não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam
aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo
carinhosamente chamadas de “cachorras”. Além disso, deveriam aprender
também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco,
Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e
voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê!
Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda
poderiam levar suas meninas para “um dia de princesa” (se não
apanharem no caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla!
Vocês adorariam!!!
Mas se não quiserem, podemos pedir ao pessoal aqui do lado, do Mato
Grosso do Sul, que lhes exporte o sertanejo universitário… coisa da
melhor qualidade!
Ah! E sem falar numa coisa que vocês tem que aprender conosco, povo
civilizado, branco e intelectualizado: explorar bem o trabalho
infantil! Vocês não sabem, mas na verdade não está em jogo se é ou não
trabalho infantil (isso pouco vale pra justiça), o que importa mesmo é
o QUANTO esse trabalho infantil vai render. Ou vocês não perceberam
ainda que suas crianças não podem trabalhar nas plantações, nas roças,
etc. porque isso as afasta da escola e é um trabalho horroroso e sujo,
mas na verdade, é porque ganha pouco. Bom mesmo é a menina deixar de
estudar pra ser modelo e sustentar os pais, ou ser atriz mirim ou
cantora e ter a sua vida totalmente modificada, mesmo que não tenha
estrutura psicológica pra isso… mas o que importa mesmo é que vão
encher o bolso e nunca precisarão de Bolsa-família, daí, é fácil
criticar quem precisa!
Minha mensagem então é essa: – Calem a boca, nordestinos!
Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder
a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo
abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta
beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a
sol.
Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras
ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na
construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques,
religiões e gentes.
Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a
importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na
literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em
que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do
escritor: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte!”
Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe,
queridos irmãos nordestinos!
Fonte: http://www.crerepensar.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=204&Itemid=26
--
-------------------
Atenciosamente
Antenor Silva (Mestrando em Geografia - UNIR)
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
GEPLIR - Grupo de Estudos sobre preconceito linguístico e racial
Hoje tem reunião no Ceao, às 9.30h, na biblioteca.
Aguarde o relatório.
Estamos no Twitter. Acompanhe-nos pelo link ao lado.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Sobreviventes de Hiroshima estigmatizados no Japão
As consequências do bombardeio e da exclusão social que duraram anos ainda perduram para sobreviventes e descendentes da tragédia. Além de doenças relacionadas com a radiação, como câncer e estresse, o preconceito é outra chaga terrível.
Por Suvendrini Kakuchi, da IPS
[05 de agosto de 2010 - 11h11]
A japonesa Toshiko Hamamako se ergueu trêmula e se dirigiu ao público, mas não por pânico diante das pessoas. Seu problema começou há décadas. No dia 6 de agosto de 1945, quando era menina, os Estados Unidos lançaram a bomba atômica sobre a cidade japonesa de Hiroshima, 700 quilômetros a oeste de Tóquio. Três dias depois lançaram outra sobre Nagasaki e pôs fim à agressão japonesa e ao conflito no Pacífico.
Toshiko só recentemente se atreve a falar em público sobre sua vida, 60 anos após o ocorrido. “Ficava aterrorizada ao falar de pé, diante do público, mas também foi uma experiência pessoal importante”, disse a mulher de 66 anos, na conferência sobre o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TPN), realizada em maio em Nova York. Junto a ela havia outros hibakusha, sobreviventes da bomba atômica. Seus relatos sobre doenças e tratamentos dolorosos continuam sendo uma prova poderosa da devastação causada por essa arma letal.
Seu sofrimento não foi apenas pelas queimaduras da radiação e os consequentes problemas médicos, mas pela estigmatização e discriminação que sofrem os sobreviventes e suas famílias. “Somos evitados porque estávamos contaminados”, contou Toshiko. Os filhos dos sobreviventes também são estigmatizados. “Contei o quanto é horrível ser uma hibakusha”, relatou Toshiko, que agora vive com o marido e a filha em Saitama, bairro da zona oeste de Tóquio.
“Minha mãe nunca me falou daquela época porque não gostava de recordar o prolongado sofrimento que viveram ela, minha irmã e toda a vizinhança. A radiação as afetou muito, têm queimaduras que nunca se curaram”, acrescentou. Quando Toshiko se casou, seu marido a fez prometer manter segredo de sua condição para não serem discriminados. “Respeitei seu desejo. Foi há dois anos que decidi falar e estou contente por isso. Agora me dou conta da importância que tem minha história para o mundo”, acrescentou.
“Sabia que chegava a eles”, disse Hiroshi Nakamura, de 67 anos, que falou na mesma conferência que Toshiko. “Minha mensagem sobre os horrores da bomba atômica teve muito mais efeito do que muitos livros e filmes”, afirmou. Os relatos dos sobreviventes não serão sobre a catástrofe propriamente dita porque eram muito jovens, mas os ativistas afirmam que realçam as consequências do bombardeio e da exclusão social que duraram anos. “Pessoas como Toshiko são fundamentais para que o mundo aprenda a lição de Hiroshima”, disse o professor Mitsuo Okamoto, responsável pelo Centro para a Paz e a Não Violência, de Hiroshima. “Seus relatos são uma continuação do trabalho desempenhado pela geração mais velha de sobreviventes, cujas narrações daquele dia fatídico impulsionaram ações globais pela paz”, acrescentou.
Segundo as estatísticas, são 162 mil sobreviventes reconhecidos oficialmente, mais de 60% têm entre 70 e 80 anos, e sofrem de doenças relacionadas com a radiação, como câncer e estresse. A bomba de urânio, lançada por aviões norte-americanos sobre Hiroshima, criou uma enorme nuvem de radiação na forma de cogumelo e deixou 140 mil mortos, 40% da população da cidade. O número de vítimas em Nagasaki foi semelhante, 73.884 desapareceram na hora e outras 74.909 ficaram feridas.
Dos 1.500 hibakusha, de aproximadamente 60 anos, entrevistados para uma pesquisa realizada em julho pelo jornal Asahi, 61% disseram que começaram a se abrir e contar suas histórias depois de 2005. Muitos analistas afirmam que o prolongado silêncio se deve ao estigma social e ao medo de não poder casar porque numerosos japoneses acreditam que a saúde dos filhos e netos de hibakusha não é boa. Hiroshi, de fato, compara sua situação com a de uma condenação à morte porque não sabe quando terá diagnosticada uma doença relacionada com a radiação.
Este ano, Hiroshi se sente animado com a notícia de que o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, decidiu participar da cerimônia de 65 anos do lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima. Também participarão, pela primeira vez, representantes dos Estados Unidos, da França e da Grã-Bretanha. “Nos dá uma grande força para seguir adiante”, disse Hiroshi, que perdeu sua mãe para o câncer.
A reação de seus compatriotas é um dos grandes obstáculos a ser vencido pelos hibakusha. Sobreviventes e ativistas se queixam de que os livros não fornecem informação suficiente sobre o conflito no Pacífico nem sobre a Segunda Guerra Mundial, em especial sobre o papel do Japão e sua cruel colonização dos países da região. “Muitas vezes sinto que os japoneses acreditam que fomos um aborrecimento porque sempre revivemos o papel do Japão na Segunda Guerra Mundial. É triste, “lamentou Toshiko. “Mas, continuaremos falando”, finalizou.
Por Envolverde/IPS. Foto por BlatantNews.com.
domingo, 20 de setembro de 2009
Último dia do seminário
A Profa. Joceneide apresentou propostas de cinema para a sala de aula. Refletiu o cinema africano, comparando com o cinema brasileiro, no que se refere às dificuldades de produção. Incentivou a todos na participação dos editais incentivadores à produção e afirmou acreditar na lei 10639/03;
A Profa. Sabrina Gledhill, muito competente, apresentou um rico trabalho iconográfico, analisando as características de sofrimento ou até mesmo "horror" dos negros ao serem fotografados, já que não eram autorizados ou indagados para o consentimento das fotografias. Considera o tema do preconceito muito difícil, mas acredita que o tema deva ser estudado e debatido ainda, por muito tempo, em vertentes brasileira e americana.
Foi feito um breve intervalo e logo após, ouviu-se o Prof. Francisco Guimarães que, pesquisador sobre os índios, emocoinou a platéia e provocou, inclusive, o relato de três indígenas que participavam do Seminário. Mostou as dificuldades do professor apresentar a história indígena, mas acredita num avanço (ainda que pequeno), pois já se tem algum material didático para a aplicação da lei 11645/08.
Por fim, o Frei Erivan Araújo apresentou vários argumentos para se eliminar as diferenças e reforçar a igualdade, já que ao nos olharmos no espelho, vemos a nós mesmos e o Outro é o nosso espelho. A platéia provocou o Frei, considerando a Igreja Católica, racista, e há muito tempo. O Frei Erivan respondeu a todos com a música de Caetano Veloso HAITI, afirmando e estimulando a todos continuarem sonhando.
Após as questões levantadas, a Coordenadora Geral do Seminário Preconceito na Fala, Preconceito na Cor, a Profa. Antonia Santos, agradeceu a todos, ressaltando o carinho e dedicação de todos os professores palestrantes e pessoas envolvidas com a realização do evento. Comunicou as propostas de mais três seminários abordando o tema e lançou um sonho para o ano que vem: um grande Seminário com professores convidados de outros estados, envolvidos com o tema de preconceito linguiístico e racismo e a confirmação dos palestrantes desse ano (aonde quer que estejam no ano que vem).
A Sociedade Protetora dos Desvalidos agradeceu o empenho da Profa. Antonia e a presença de todos os participantes, apresentando um breve histórico sobre a Sociedade Protetora e seu pensamento sobre a história do índio e do negro. Logo após, foi oferecido bolo (quebrando a tradição de se partir o bolo antes da 2a. feira), salgados e refrigerantes.
Cantou-se os parabéns a você, já que se tratava do aniversário daquela instituição.
Todos os seminaristas estão convidados para a posse da nova Diretoria no domingo dia 20, a partir de 9h e no encerramento das comemorações no dia 21 de setembro.
Atenção, os certificados serão enviados a partir de 3a. feira, dia 22 de setembro, via e-mail. Os seminaristas contemplados serão aqueles que obtiveram acima de 75% de frequencia do total do Seminário.
Obrigada!
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
2º dia de seminário
Ontem tivemos a presença da Irmandade Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, representada pela Irmã Nilsa, que mostrou a historicidade da Irmandade e os preconceitos que vive. Mostrou que, ao invés de separação, deve-se criar estratégias para conquistas.
O Prof. Thiago Pires, jovem professor da UFBa, conquistou a platéia e se mostrou um advogado estudioso, um cidadão questionador e um professor atualizado. Mostrou que é a favor de mudanças na linguagem jurídica, sobre as línguas indígenas e o enfrentamento dos índios com a legislação, sobre a legalidade das cotas na Universidade.
Após um intervalo, onde todos puderam apreciar as obras realcionadas à temática do Seminário, trazidas pela LDM, houve a apresentação dos trabalhos da Profa. Antonia Santos, acompanhada por um ex-aluno, o Nilo Silva, estudante da UNEB, mostrando os preconceitos linguísticos que se fala e se ouve, a todo momento. Foi feita a denúncia da prática de racismo sofrida pela professora que, mostrou, cientificamente, a intenção do insultador verbal, em ofender, humilhar e segregar. Também foi enfatizado o maior "preconceito do brasileiro é o preconceito de ter preconceito", já que todos nós somos preconceituosos, de alguma forma.
As atividades foram encerradas, com o convite de participação de todos, às festividades do aniversário da Sociedade Protetora dos Desvalidos, com direito à comemoração com bolo, refrigerantes, água mineral e os parabéns a você, no final do Seminário.
Convidamos a todos, pois os palestrantes do dia 16 de setembro estão confirmados.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
1º dia de seminário
Ontem foi o primeiro dia do "Seminário Preconceito na Fala, Preconceito na cor" e foi um sucesso...
Tivemos a fala do Presidente da Sociedade Protetora dos Desvalidos, Dr. Pedro do Nascimento, o qual fêz uma homenagem às mulheres negras através de Michele Obama e desafiou a platéia, dizendo que "se os Estados Unidos podem, nós também podemos." Dito isso no que se refere ao ingresso de um governador negro ou governadora negra na Bahia, ou até mesmo outros políticcos. A base que Michele Obama fêz ao lado do esposo, enfim, uma relação de firmeza, competência e garra, conquistada com longos anos de luta.
A Profa. Claudia Rocha, Diretora do CEPAIA, apresentou o rsultado de suas pesquisas numa área quilombona, apresentando aspectos linguísticos e raciais, principalmente, no realcionamento profess x alunos, em destaque a norma culta e os regionalismos.
A fala do Prof. Domingos de Oliveira, representante do GEAALC - Uneb, provocou muita empolgação e uma série de discussões, o que revelou sua capacidade de provocar a platéia e ao mostrar seus conhecimentos antropológicos, a vibração das suas respostas, endereçando a todos, inclusive, aos professores da mesa.
A Profa. Raimunda Ramos Carneiro, representante da Academia Sanguetsu, com a sua fala mansa e meiga, mostrou a beleza das flores e conseguiu que todos os seminaristas participassem da vivificação, construindo os seus próprios arranjos que servirão para um cuidado diário, inclusive, com a esperança de um mundo melhor.
Renovamos o convite a todos.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Seminário: Preconceito na fala, preconceito na cor nº2
“Seminário: Preconceito na fala, preconceito na cor”
Programação
14 de setembro – segunda feira
15 de setembro – terça feira
16 de setembro – quarta feira
Horário : 14 às 17 h
Local - Sociedade Protetora dos Desvalidos
Largo do Cruzeiro do São Francisco - Centro Histórico do Salvador
Inscrição: preconceitonafalaenacor@bol.com.br
Os organizadores do evento querem uma identidade e um nível de igualdade entre as pessoas, independente da cor, que caracteriza as mais variadas formas de preconceito, seja linguístico, racial, religioso ou social.
Se não fosse a imagem estereotipada e deturpada da África, tão divulgada pelos meios de comunicação, limitando-se a guerras, crianças subnutridas, fome, miséria, doenças, safári..., poderíamos nos situar noutro patamar, onde a verdade e a união de culturas já fizessem parte das nossas vidas.
Nesse seminário, estaremos ouvindo e presenciando fatos e histórias, revisando memórias e percebendo quais os meios que temos para mostrarmos e vivenciarmos o passado num presente alegre, real e atual.
Contamos com sua presença!