quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Éducation & Didactique, Comptabilité(s) et Cahiers d’études du religieux

Chers abonnés,


Toute l’équipe du Centre pour l’édition électronique ouverte est heureuse de vous adresser ses meilleurs vœux pour cette nouvelle année et vous remercie chaleureusement de votre fidélité. Pour cette première lettre de l’année, nous avons le plaisir de vous annoncer la mise en ligne de trois nouvelles revues sur le portail : Éducation & Didactique, Comptabilité(s) et les Cahiers d’études du religieux.

Vous trouverez également dans cette lettre l’actualité des autres revues du portail ainsi que les nouvelles publiées dans Calenda, le calendrier des sciences sociales.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Saudações Acadêmicas - Nilo Rosa - APNB

Caras Pesquisadoras e Caros Pesquisadores,




Iniciamos um novo ano com nossas energias renovadas. Agradecemos todos que colaboram com as pesquisas comprometidas com os avanços na luta contra todo tipo de discriminação e aqueles que participaram dos eventos da Associação de Pesquisadores Negros da Bahia.

Realizamos o “Seminário 13 de Maio, a História do Negro no Brasil face a outras leituras”, em 13 de maio de 2010; o seminário “O intelectual no processo eleitoral baiano 2010: balanço da participação dos políticos negros e estratégias eleitorais” em 25 de novembro de 2010, como parte de nossa participação nas comemorações da imortalidade de ZUMBI de Palmares, “ em 25 de novembro de 2010. Apoiamos a edição do livro “ZUMBI APARECU NA COROA VERMELHA : PORTO SEGURO/SANTA CRUZ CRABÁLIA, ABRIL DE 2000; apoiamos a palestra da Professora Profa. Dra. Brenda F. Berrian “Lumina Sophie: A eliminação da amnésia cultural na Martinica”, no CEAO em Data: 10 de agosto de 2010.

Acreditamos que o ano de 2011 nos trará avanços importantes na produção de conhecimento.

Nossa tarefa mais importante para este ano é construção do Terceiro Congresso Baiano de Pesquisadores Negros – III CBPN, desta vez na UNEB Campus V - Santo Antônio de Jesus. Temos certeza que este será mais um passo importante na produção de ciência, que é o objetivo de nossos pesquisadores.

Para a melhor construção deste evento é fundamental realizarmos os encontro regionais para discutirmos a temática do III CBPN.

Desejamos a todos e a todas, um feliz 2011.

Salvador, 03 de janeiro de 2011

Nilo Rosa

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Feliz 2011!!! Abraços, carinhos, amor de Antonia Santos e Lilia Maciel

            Não poderia deixar de agradecer, do fundo do coração, a todos e todas, aqueles e aquelas que colaboraram conosco, pra o nosso crescimento: amigos, conhecidos, estudantes, professores, novos amigos (Terreiro Mokambo), tantos, tantos, tantos...
           O aprendizado foi muito grande!!! Teria que lembrar do prof. Kabengelê Munanga e as emoções transmitidas e sentidas, a Irmandade do Rosario e os meus queridos irmãos, a minha filha, os meus amigos, as viagens, a empolgação do Memorial da América Latina emSão Paulo, a amizade do prof. João Carlos Salles - UFBa, os novos amigos da área Norte (quantas dificuldades!!! quantos desafios!!!), enfim, aqueles que não tenho como relacionar...
Feliz ano de 2011! Todos os dias de todos os anos, muito AXÉ, muita PAZ, muito BOA SORTE!
A imagem “http://www.orkutscraps.orkutscraps.in/v4/recados-para-orkut/feliz-ano-novo/feliz-ano-novo-21.gif” contém erros e não pode ser exibida.  Antonia Santos e Lilia Maciel

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Votos de final de ano - CEAO

CEAO - Centro de Estudos Afro-Orientais




Caros (as) Colegas,



Mais um ano se finda para a chegada de um novo. É momento de retrospectivas e projeções. Desejamos a todos e todas um ano feliz e pleno de realizações. São os sinceros votos de toda a equipe de funcionários e coordenadores de programas e projetos do Centro de Estudos Afro-Orientais e do Museu Afro-Brasileiro!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Com tristeza, lamentamos o falecimento de Emilio Silva

UFBA se despede do professor Emílio Silva


28/12/2010 - 10h10



Emílio expandiu parcerias internacionais da UFBA





Faleceu ontem o professor da UFBA Emílio José de Castro e Silva. A cerimônia de cremação está sendo realizada na manhã de hoje (11 horas), no cemitério Jardim da Saudade. Graduado em Medicina pela Universidade Federal da Bahia (1976), fez residência em Clínica Médica na Universidade de Milão (Itália) e doutorou-se em Ciências Biológicas (Fisiologia) pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, USP, em 1986. Fez pós-doutorado no Departamento de Psicologia da Universidade de Iowa, nos EUA, em 2000-2001 e atualmente era Professor Titular de Fisiologia.



Durante os oito anos de reitorado do professor Naomar, Emílio foi Assessor para Assuntos Internacionais da universidade, tendo ampliado significativamente a atividade internacional da UFBA. Durante a sua gestão à frente da AAI, foram realizadas 30 missões oficiais ao exterior, expandindo as atividades acadêmicas internacionais da nossa instituição, o que resultou em parcerias com universidades prestigiosas na Europa, Estados Unidos, América Latina e África, assim como no intercâmbio internacional anual de centenas de estudantes.



O professor Emílio Silva deixa a marca indelével da sua contribuição para a excelência acadêmica da Universidade Federal da Bahia.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Índios criam milícia paramilitar nas fronteiras com Peru e Colômbia

Índios criam milícia paramilitar nas fronteiras com Peru e Colômbia


Paramilitares que não confiam no Exército nem na Polícia Federal assumem o controle de uma região isolada do país.


Em uma região isolada do país, nas fronteiras com o Peru e a Colômbia, drogas, alcoolismo, estupros nas comunidades indígenas. As imagens deprimentes e os problemas sérios das drogas e do álcool levaram os índios a formar sua própria polícia, uma verdadeira milícia paramilitar.



Um índio cantor aparece embriagado, como acontece todos os dias na terra dos tikunas, terra que fica no extremo oeste da Amazônia. Estamos a mais de mil quilômetros de Manaus, em uma região conhecida como Alto Solimões. A fronteira entre Tabatinga, no Brasil, e Letícia, na Colômbia, é rota do tráfico de drogas e armas.

Às margens estão as aldeias Tikuna. São mais de 20 vilas. É a mais numerosa nação indígena do Brasil. São índios que, próximos dos brancos, adotam práticas perigosas.



Segundo eles, a bebida vem das cidades, mas eles que trazem. Na tribo também é vendida. Isso já foi comprovado várias vezes.



Em um dos locais onde vende bebida dentro da comunidade indígena, a equipe de reportagem do Fantástico bate. Eles não saem, porque sabem que estão errados. Pela lei, é proibido vender qualquer tipo de bebida alcoólica em região indígena.



Um índio não consegue nem responder. É menor de idade. Muitos deles não encontram o caminho de volta e saem sem equilíbrio, entrando no mato até cair no igarapé.



Em cada comunidade, contingentes de 100, 150 e até 300 milicianos. Todos índios, com treinamento militar. Cada tropa tem o seu delegado e os instrutores. Um deles serviu ao Exército em Tabatinga como soldado. Lá ele é comandante.



Repórter: No Exército, você usava arma.

Comandante: Usava arma. Aqui não. Porque aqui é proibido.

Repórter: Quais as armas que vocês usam?

Comandante: Só o cassetete, aqui. Para defender o nosso povo.



Na polícia indígena, prevalece a lei dos caciques. “É que nas comunidades acontecem muitas coisas que não agrada à comunidade. Como criminalidade, estupro, invasão da terra. Quando a gente denuncia para a Polícia Federal, eles só fazem escrever. Eles não vêm”, afirma o cacique Odácio Sosana Bastos.



O antropólogo João Pacheco de Oliveira, do Museu Nacional no Rio de Janeiro, estudou o comportamento dos tikunas.“De certo modo apareceram grupos paramilitares em várias outras cidades tikunas e começaram a atuar de um modo talvez um pouco radical em relação às iniciativas da comunidade”, explica o antropólogo.



Operação Pantera é o nome da cadeia, com um metro e meio de altura, da polícia indígena, que fica na comunidade de Belém dos Solimões. Na porta, algumas tábuas quebradas, porque os presos ficam chutando pela parte interna.



“Quando está muito alterado, nós amarramos e jogamos aqui dentro. Quando ele não está alterado, soltamos e deixamos ele para outro dia. No outro dia, a gente tira o preso, leva para ali, chama o cacique, chama o pastor, chama o chefe do posto. Fazemos uma reunião, um julgamento. Faz mais ou menos uns três meses que não prendo ninguém. É que mandaram parar. O Ministério Público mandou parar, porque teve uma revolta”.



Mas os caciques insistem que a polícia indígena precisa ter armas de fogo para ser respeitada.



“Nosso povo é igual ao povo civilizado. Tem revólver, tem pistola, tem machado, e ataca com essas armas em cima de nós. E nós só com cassetete?”, indaga o cacique tikuna, Odácio Sosana Bastos.



“Arma de fogo, não. Arma de fogo é proibido, a Legislação não permite. Os abusos que violem os direitos humanos, por exemplo, a aplicação de penas cruéis, de tortura e de morte. Isso o Ministério Público não pode permitir. A Constituição não permite” afirma Gisele Dias Bleggi, do Ministério Público.



No flagrante de uma dessas prisões, o índio mais velho foi preso por embriaguez e desacato ao policial. Além de ficarem presos, a tradição de castigos físicos é muito forte.



“Isso aqui é para aqueles que estão muito alterados. Usam a palmatória como castigo e para que a pessoa se acalme”.



A tropa de índios é composta tanto por homens quanto por mulheres. Acompanhamos a soldado Saldanha até sua casa. O marido dela também é miliciano. Ela concilia as tarefas de dona de casa com as rondas policiais. Mas tem problema de alcoolismo na própria família.



Repórter: São quantos filhos?

Saldanha: Cinco.

Repórter: Eles passaram a beber também? Seu filhos?

Saldanha: Agora que a polícia está cuidando e ele não sai muito mais, não. Eu choro muito.



Pelo serviço de policiamento, os índios querem receber do Estado. “Queremos que o Governo Federal nos reconheça com salário”, defende o cacique.



“Um salarinho aí para cada policial. Porque todo policial tem filho”, destaca um deles.



“A Polícia Federal não reconhece essa formação de polícia. A Polícia Federal tem como um grupo verdadeiramente de milícia, com raízes até paramilitar”, afirma Gustavo Henrique Pivoto João, delegado da Polícia Federal.



Procurada pelo fantástico, a Fundação Nacional do Índio (Funai), órgão responsável pela política nacional em relação aos índios, se manifestou por meio de uma nota. Para a Funai, a criação da "polícia indígena" é ilegal. Quando verificada a ocorrência de crimes, a Funai aciona as forças policiais.



“O problema da segurança nessas aldeias, dentro de uma região de fronteira ameaçada por narcotráfico, por corrupção, por muitas coisas dessa ordem”, aponta o antropólogo José Pacheco de Oliveira.



“Há o temor de que esses índios acabem vindo a ser cooptados pelo tráfico de drogas, pelas organizações paramilitares de traficantes”, alerta o delegado da Polícia Federal, Gustavo Henrique Pivoto João.