O linguista conta como fez sua gramática registrando a fala espontânea
Redação Época
ÉPOCA – Como foi feita a pesquisa que deu origem a sua gramática?
Ataliba de Castilho – Fui acumulando esse conhecimento durante meus 50 anos de magistério. Li toda a produção brasileira dos últimos 30 anos sobre o assunto, boa parte dela com minha participação. Estava na hora de colocar tudo isso na forma de gramática, um tipo de texto que as pessoas já sabem do que se trata. O livro é o resultado da leitura e da interpretação desses trabalhos.
ÉPOCA – Na prática, como ela deve ser usada?
Castilho – É para o estudo nos cursos de letras e também para o ensino médio. A novidade desse texto é que ele convida as pessoas a pensar. O estilo normal das gramáticas é como o de Moisés quando faz revelações ao povo. Quis fazer um texto mais argumentativo. Exponho dados, faço análises sobre eles e depois questiono o leitor: “Que tal analisar esse fato de outro jeito?”.
ÉPOCA – Quais são as diferenças entre sua gramática e as gramáticas comuns?
Castilho – É uma questão de ênfase. O gramático visa a ensinar as pessoas a evitar o erro, a praticar o português correto. A minha não é desse tipo. Retrato o português do Brasil, é um registro de como se fala aqui. Não estou preocupado com o certo ou o errado. Quero mostrar como a língua é, com suas variedades. É a língua sem o Photoshop, que se distancia da norma padrão.
ÉPOCA – Essa não é uma questão mais política do que linguística?
Castilho – Tudo na linguagem é política. O futuro da língua portuguesa repousa no Brasil. Os estrangeiros querem aprender o português do Brasil, porque é conosco que eles fazem comércio.
ÉPOCA – De que maneira usar a gramática no ensino médio se ela se distancia da norma culta?
Castilho – Quero um novo modo de fazer gramática e de fazer ciência no Brasil. Desde que comecei a lecionar, aos 22 anos, esse é meu desejo. O ensino de hoje se fundamenta no certo e no errado. Mas isso não tem dado resultado. A avaliação de que “menas” está errado é algo de hoje, não necessariamente de amanhã. Na sala de aula, é preciso que se reflita sobre a língua, e não ensinar o português – isso o aluno já sabe. Se o aluno que domina a variante popular voltar para o ambiente familiar falando a norma culta, haverá uma ruptura da identidade linguística. Ao expor as possibilidades de fala, explicando onde e quando se deve usar cada uma, o aluno vai ser um bilíngue em sua própria língua.
Meu pai era lavrador e minha mãe professora primária. Até os 6 anos morei na roça. Meu avô tinha uma fazenda e mandou contruir uma escola onde minha mãe trabalhava. De tempos em tempos vinha um inspetor escolar para saber se o ensino estava sendo passado de maneira correta. E ela falava “nós faremos isso no próximo semestre”, “nós fizemos tal”. Eu eu pensava, o que é isso? No dia-a-dia falávamos “a gente”, e não nós. Naquele momento, minha mãe falava de um modo tão estranho que eu achava que ela não era mais da nossa família. Ela não era doida, falava com o inspetor na língua do inpetor. Mas ali na roça, para falar com a família, a língua era outra.
ÉPOCA – Um dia teremos uma língua brasileira?
Castilho – Acho que sim, inevitavelmente. Eu diria que em 200 anos, muito mais pelo afastamento do português europeu do que pelo afastamento do português brasileiro. No século XVIII, os portugueses ingressaram num novo ritmo de pronúncia das palavras. Passaram a engolir as vogais muito mais do que aqui. Eles se afastam cada vez mais, e ninguém sabe a razão disso.
ÉPOCA – A internet muda a língua?
Castilho – A escrita vai se marcar pelas propriedades do meio. Isso não é espantoso. Quando Gutenberg inventou a imprensa de tipos móveis, no século XVI, a tecnologia da escrita mudou radicalmente. Desapareceu o escriba, a pessoa treinada na grafia manual. Agora vem outra mudança, com a rapidez das abreviaturas. Não adianta olhar com receio. O lado vantajoso é que os jovens estão escrevendo muito mais.
ÉPOCA – Não é uma contradição fazer uma gramática que não é para referência?
Castilho – É um trabalho paradoxal, eu tenho consciência disso. É uma gramática, mas não é normativa. É discritiva, mas é reflexiva também. Eu dou a minha opinião, mas provoco quem lê a dar a sua. É um lance meio calvinista, eu tenho uma formação protestante presbiteriana. Nela, se você quiser falar com Deus, não precisa de um despachante, de um pastor, de um padre ou de um imagem. Você fala diretamente com Ele. É o mesmo para os muçulmanos. Eu trouxe isso para a gramática. Se você precisar saber o português, estuda você mesmo. Com ela, você terá uma orientação: o que está na minha gramática é o que o povo das letras pensou sobre o assunto nestes anos todos.
ÉPOCA – Quais são as outras diferenças entre a sua gramática e as normativas?
Castilho – Ela começa pelo texto, e não pela sentença. Houve um grande avanço nos últimos anos no estudo do texto. E quando você conversa, você está produzindo um texto. Se eu começar pela sentença, estou começando pela metade. As gramáticas tratam do som, da palavra e da sentença. Mas a língua não é só som, palavra e sentença. É muito mais complicado do que isso, procurei enfrentar essa complexidade natural das letras. Isso está governando o nosso modo de produzir sentenças e de escolher as palavras e de produzir os sons.
ÉPOCA – Por que o português do Brasil se distanciou tanto da sua origem?
Castilho – O português que os portugueses trouxeram para cá com toda certeza é esse que falamos hoje. Conservamos o ritmo espaçado, o chamado português médio, última fase do português arcaico. Os portugueses vieram para cá em 1932 e começaram a colonizar o Brasil por São Vicente, depois vieram para Santo André, São Paulo e aí vieram os bandeirantes, espalhando a língua por aí. Os colonos do Brasil falavam muito como nós falamos. Os protugueses mudaram do XVIII para frente, tomaram outro rumo. Nós mudamos também.
ÉPOCA – A unificação do Acordo Ortográfico não vai um pouco contra o que o senhor estuda?
Castilho – Seria se a gente desconsiderasse as variantes. Ela admitiu as duas grafias, foi uma coisa equilibrada. Se você pensar bem, quanto menos sinais tiver, não é melhor?
Blog para apresentar, discutir e comentar sobre as diferentes manifestações de preconceito na fala.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Sobre pesquisa qualitativa - UNESP
A Sociedade de Estudos e Pesquisas Qualitativos - SE&PQ tem o prazer de convidá-lo para o IV Seminário Internacional de Estudos e Pesquisa Qualitativos - IVSIPEQ.
Tema: Pesquisa Qualitativa: Rigor em questão
Fundamentos - Métodos -Desdobramentos
Data: 9 a 11 de outubro de 2010
Local: UNESP /Campus de RioClaro
O IV SIPEQ propõe-se a debateros fundamentos e métodos das práticas investigativas em suas diferentes modalidades e seus desdobramentos, frente àobtenção de dados, às leituras possíveis eoutros aspectos que complementam a abrangência do tema e provocamreflexão no sentido de explicitar o "Rigor" presente narealização da pesquisa, em seus fundamentos emétodos.
Comunicamos que as inscrições detrabalhos já estão abertas sendo que as orientações para a sua remessa se encontram descritas nosite.
Período de InscriçãoEletrônica: de 01/03/2010 à 04/10/2010
PERÍODODE INSCRIÇÃO
(vagas limitadas) INVESTIMENTO
P/ SÓCIOS DASE&PQ
E ESTUDANTES DE
PÓS-GRADUAÇÃO P/ INTERESSADOS
01/03/2010 à30/04/2010 150,00 300,00
01/05/2010 à04/10/2010 200,00 350,00
No dia do evento 250,00 400,00
Instruções para asinscrições de trabalho
* Data limite para envio de trabalho:31/07/2010
* A inscrição do trabalhoestá sujeita ao pagamento da inscrição ao IV-SIPEQ
* A aceitação do trabalhoestá sujeita a análise do Comitê Científico
* O resultado da análise do ComitêCientífico será divulgado até 01/10/2010 nosite
Comissão Central
Antônio Carlos Carrera de Souza - UNESP;Heloisa da Silva - UNESP; João Pedro Pezzato - UNESP;Luiz Normanha - UNESP; Marco Antonio Escher - UNESP; MariaBernadete Sarti da Silva Carvalho - UNESP; Marília JosefinaMarino - SE&PQ/PUCSP; Maristela Ross de Castro Gasonato - SE&PQ;Marli Regina dos Santos - UFV; Tadeu dos Santos - SE&PQ; VerildaSperidião Kluth - SE&PQ/UNIFESP.
Realização:
Apoio: O eventoconta com expressivos apoios institucionais e de grupos de pesquisa. Veja nolink: www.sepq.org.br/IVsipeq/default.asp
Tema: Pesquisa Qualitativa: Rigor em questão
Fundamentos - Métodos -Desdobramentos
Data: 9 a 11 de outubro de 2010
Local: UNESP /Campus de RioClaro
O IV SIPEQ propõe-se a debateros fundamentos e métodos das práticas investigativas em suas diferentes modalidades e seus desdobramentos, frente àobtenção de dados, às leituras possíveis eoutros aspectos que complementam a abrangência do tema e provocamreflexão no sentido de explicitar o "Rigor" presente narealização da pesquisa, em seus fundamentos emétodos.
Comunicamos que as inscrições detrabalhos já estão abertas sendo que as orientações para a sua remessa se encontram descritas nosite.
Período de InscriçãoEletrônica: de 01/03/2010 à 04/10/2010
PERÍODODE INSCRIÇÃO
(vagas limitadas) INVESTIMENTO
P/ SÓCIOS DASE&PQ
E ESTUDANTES DE
PÓS-GRADUAÇÃO P/ INTERESSADOS
01/03/2010 à30/04/2010 150,00 300,00
01/05/2010 à04/10/2010 200,00 350,00
No dia do evento 250,00 400,00
Instruções para asinscrições de trabalho
* Data limite para envio de trabalho:31/07/2010
* A inscrição do trabalhoestá sujeita ao pagamento da inscrição ao IV-SIPEQ
* A aceitação do trabalhoestá sujeita a análise do Comitê Científico
* O resultado da análise do ComitêCientífico será divulgado até 01/10/2010 nosite
Comissão Central
Antônio Carlos Carrera de Souza - UNESP;Heloisa da Silva - UNESP; João Pedro Pezzato - UNESP;Luiz Normanha - UNESP; Marco Antonio Escher - UNESP; MariaBernadete Sarti da Silva Carvalho - UNESP; Marília JosefinaMarino - SE&PQ/PUCSP; Maristela Ross de Castro Gasonato - SE&PQ;Marli Regina dos Santos - UFV; Tadeu dos Santos - SE&PQ; VerildaSperidião Kluth - SE&PQ/UNIFESP.
Realização:
Apoio: O eventoconta com expressivos apoios institucionais e de grupos de pesquisa. Veja nolink: www.sepq.org.br/IVsipeq/default.asp
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Museu Digital da Memória Afro-brasileira
Primeiro Seminário do projeto do Museu Digital da Memória
Afro – Brasileira
10 e 11 de Junho 2010
Local: Centro de Estudos Afro Orientais / Auditório Milton Santos
Programação:
Quinta- feira dia 10 de junho:
9-12.30 hs: Sessão de trabalho sobre o sistema de Arquivação
14.30-18hs: Sessão Pública: Como funciona nosso Museu Digital
Apresentação do trabalho das equipes no Maranhão, Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro
Sexta-feira dia 11 de junho:
9-12.30 hs: Segunda sessão de trabalho dedicada ao termos de cessão e responsabilidade digital.
14.30-18h: Sessão Pública: Política e prática de um museu digital da Memória
Afro-Brasileira.
18:00hs:Coquetel de lançamento do Museu Digital da Memória Afro-Brasileira.
Os interessados em participar podem se inscrever por Email no fabrica@ufba.br
(colocando no título do e-mail: Seminário Museu Digital )
Afro – Brasileira
10 e 11 de Junho 2010
Local: Centro de Estudos Afro Orientais / Auditório Milton Santos
Programação:
Quinta- feira dia 10 de junho:
9-12.30 hs: Sessão de trabalho sobre o sistema de Arquivação
14.30-18hs: Sessão Pública: Como funciona nosso Museu Digital
Apresentação do trabalho das equipes no Maranhão, Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro
Sexta-feira dia 11 de junho:
9-12.30 hs: Segunda sessão de trabalho dedicada ao termos de cessão e responsabilidade digital.
14.30-18h: Sessão Pública: Política e prática de um museu digital da Memória
Afro-Brasileira.
18:00hs:Coquetel de lançamento do Museu Digital da Memória Afro-Brasileira.
Os interessados em participar podem se inscrever por Email no fabrica@ufba.br
(colocando no título do e-mail: Seminário Museu Digital )
terça-feira, 8 de junho de 2010
Bolsas de estudo para professores de Português
Capes seleciona professores de Português para bolsas Fullbright
Candidatos à seleção de professores assistentes de língua portuguesa nos Estados Unidos pelo programa de bolsas Capes/Fulbright têm até o dia 15 de julho para realizar a inscrição. O formulário de inscrição on-line está disponível na página da Comissão para o Intercâmbio Educacional entre os Estados Unidos da América e o Brasil (Fulbright). As documentações necessárias à candidatura estão especificadas no edital, publicado no dia 1º de junho, no Diário Oficial da União pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Para concorrer à bolsa, o candidato, além de ter nacionalidade brasileira e não ter nacionalidade estadunidense, deve ter bacharelado ou licenciatura em língua portuguesa e/ou língua inglesa, proficiência em inglês, estar residindo no Brasil durante o processo seletivo e não receber bolsa ou benefício financeiro de outras entidades brasileiras para o mesmo objetivo. É obrigatório o retorno do bolsista ao Brasil após o término da bolsa e não será concedida extensão da mesma. Professores da rede pública de ensino e ex-bolsistas do Programa Universidade para Todos (Prouni) terão prioridade nas candidaturas.
A seleção se desenvolverá em cinco etapas de caráter eliminatório, sendo elas verificação da consistência documental, análise de mérito, entrevistas, priorização das candidaturas e reunião conjunta. A divulgação do resultado está prevista para setembro deste ano e a divulgação do resultado do processo de seleção nos EUA para março/abril de 2011. As atividades acadêmicas serão realizadas entre julho/setembro de 2011 a maio/junho de 2012. O programa prevê a concessão de até 30 bolsas, com duração de nove meses. A bolsa inclui os benefícios como moradia, alimentação, transporte local, seguro saúde e passagem aérea de ida e volta. O bolsista deverá cursar duas disciplinas por semestre, sendo uma delas obrigatoriamente Estudos sobre os Estados Unidos. Mais informações pelos telefones (61) 2022-6664 (Capes) e (61) 3248-8605 (Fulbright) ou pelos e-mails thais.aveiro@capes.gov.br e rejania@fulbright.org.br.
Candidatos à seleção de professores assistentes de língua portuguesa nos Estados Unidos pelo programa de bolsas Capes/Fulbright têm até o dia 15 de julho para realizar a inscrição. O formulário de inscrição on-line está disponível na página da Comissão para o Intercâmbio Educacional entre os Estados Unidos da América e o Brasil (Fulbright). As documentações necessárias à candidatura estão especificadas no edital, publicado no dia 1º de junho, no Diário Oficial da União pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Para concorrer à bolsa, o candidato, além de ter nacionalidade brasileira e não ter nacionalidade estadunidense, deve ter bacharelado ou licenciatura em língua portuguesa e/ou língua inglesa, proficiência em inglês, estar residindo no Brasil durante o processo seletivo e não receber bolsa ou benefício financeiro de outras entidades brasileiras para o mesmo objetivo. É obrigatório o retorno do bolsista ao Brasil após o término da bolsa e não será concedida extensão da mesma. Professores da rede pública de ensino e ex-bolsistas do Programa Universidade para Todos (Prouni) terão prioridade nas candidaturas.
A seleção se desenvolverá em cinco etapas de caráter eliminatório, sendo elas verificação da consistência documental, análise de mérito, entrevistas, priorização das candidaturas e reunião conjunta. A divulgação do resultado está prevista para setembro deste ano e a divulgação do resultado do processo de seleção nos EUA para março/abril de 2011. As atividades acadêmicas serão realizadas entre julho/setembro de 2011 a maio/junho de 2012. O programa prevê a concessão de até 30 bolsas, com duração de nove meses. A bolsa inclui os benefícios como moradia, alimentação, transporte local, seguro saúde e passagem aérea de ida e volta. O bolsista deverá cursar duas disciplinas por semestre, sendo uma delas obrigatoriamente Estudos sobre os Estados Unidos. Mais informações pelos telefones (61) 2022-6664 (Capes) e (61) 3248-8605 (Fulbright) ou pelos e-mails thais.aveiro@capes.gov.br e rejania@fulbright.org.br.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Aniversário da FFCH - 69 anos. Parabéns!!!
Aniversário da FFCH
A FFCH completa 69 anos no próximo dia 13 de junho. No dia 14 de junho, uma segunda-feira, celebraremos a data com confraternização matutina e lançamento de livro.
Teremos assim, em São Lázaro, um lanche apropriadamente junino às 10 horas, na varanda do Casarão. Em seguida, também na varanda, teremos o lançamento do livro da Profa. Arlete Cerqueira Lima, Lógica Formal: Origens e Aplicações, pela Editora Quarteto.
A FFCH completa 69 anos no próximo dia 13 de junho. No dia 14 de junho, uma segunda-feira, celebraremos a data com confraternização matutina e lançamento de livro.
Teremos assim, em São Lázaro, um lanche apropriadamente junino às 10 horas, na varanda do Casarão. Em seguida, também na varanda, teremos o lançamento do livro da Profa. Arlete Cerqueira Lima, Lógica Formal: Origens e Aplicações, pela Editora Quarteto.
Lançamento em São Lázaro - FFCH/UFBA
Lançamento em São Lázaro
6 de junho de 2010
Como parte da comemoração dos 69 anos da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA, será lançado no dia 14 de junho, às 10:30 horas, na varanda do Casarão de São Lázaro, o livro Lógica Formal: Origens e aplicações, escrito pela Profa. Arlete Cerqueira Lima e editado pela Quarteto Editora.
Arlete Cerqueira Lima nasceu em Itabaiana - Sergipe, em 27 de agosto de 1932. Licenciou-se em Matemática pela UFBA em 1954. Foi uma das fundadoras do Instituto de Matemática e Física, tendo contribuído para a introdução da matemática moderna na UFBA e, logo, na Bahia. Concluiu o mestrado em Matemática em 1954. Além de seu pioneirismo acadêmico e de sua dedicação ao magistério durante 50 anos, também se destacou por seu papel institucional. Assim, foi coordenadora da Pós-Graduação do Curso de Matemática e exerceu o cargo de Coordenadora Central da Pós-Graduação e Pesquisa da UFBA, que depois se transformou na atual Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação. Ex-diretora do Instituto de Matemática, docente da UEFS e Professora Emérita da UFBA, publicou artigos e livros, dentre os quais destacam-se os de Lógica e Linguagem.
Em seu prefácio ao livro, João Carlos Salles observa: (...) Um livro de lógica qualquer só pode começar em meio a desafios elevados. E este livro de Arlete Cerqueira Lima os enfrenta com grande determinação e clareza, colocando-se o mote da demonstração como medida mínima de sua articulação conceitual e como desafio didático. Assim, o livro não se furta a apresentar um específico contexto filosófico para o interesse da lógica, fazendo acompanhar, em gestos largos, transformações decisivas da lógica dos movimentos de monta da história da filosofia. Com isso, porém, o desafio da contextualização histórica não vem suprimir exigências internas de apresentação da matéria, como o revela seu cuidado quer com a apresentação inicial de uma estrutura algébrica quer com temas técnicos incontornáveis, como o da consistência e completude dos sistemas formalizados. (...) Quem teve o privilégio de ser aluno da Profa. Arlete Cerqueira Lima não se surpreenderá então. O livro está atravessado pelo mesmo brilho no olhar, o mesmo encantamento e sofisticação que caracterizam suas aulas. E sentirá a mesma motivação de uma professora que nos acompanha em nossas manipulações simbólicas e malabarismos conceituais, disciplinando ou libertando adequadamente nossa imaginação lógica. Em suma, um livro de especial interesse para leitores que, como aprendizes ou sobretudo como docentes, desejam dar continuidade e aprofundar estudos de lógica.
6 de junho de 2010
Como parte da comemoração dos 69 anos da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA, será lançado no dia 14 de junho, às 10:30 horas, na varanda do Casarão de São Lázaro, o livro Lógica Formal: Origens e aplicações, escrito pela Profa. Arlete Cerqueira Lima e editado pela Quarteto Editora.
Arlete Cerqueira Lima nasceu em Itabaiana - Sergipe, em 27 de agosto de 1932. Licenciou-se em Matemática pela UFBA em 1954. Foi uma das fundadoras do Instituto de Matemática e Física, tendo contribuído para a introdução da matemática moderna na UFBA e, logo, na Bahia. Concluiu o mestrado em Matemática em 1954. Além de seu pioneirismo acadêmico e de sua dedicação ao magistério durante 50 anos, também se destacou por seu papel institucional. Assim, foi coordenadora da Pós-Graduação do Curso de Matemática e exerceu o cargo de Coordenadora Central da Pós-Graduação e Pesquisa da UFBA, que depois se transformou na atual Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação. Ex-diretora do Instituto de Matemática, docente da UEFS e Professora Emérita da UFBA, publicou artigos e livros, dentre os quais destacam-se os de Lógica e Linguagem.
Em seu prefácio ao livro, João Carlos Salles observa: (...) Um livro de lógica qualquer só pode começar em meio a desafios elevados. E este livro de Arlete Cerqueira Lima os enfrenta com grande determinação e clareza, colocando-se o mote da demonstração como medida mínima de sua articulação conceitual e como desafio didático. Assim, o livro não se furta a apresentar um específico contexto filosófico para o interesse da lógica, fazendo acompanhar, em gestos largos, transformações decisivas da lógica dos movimentos de monta da história da filosofia. Com isso, porém, o desafio da contextualização histórica não vem suprimir exigências internas de apresentação da matéria, como o revela seu cuidado quer com a apresentação inicial de uma estrutura algébrica quer com temas técnicos incontornáveis, como o da consistência e completude dos sistemas formalizados. (...) Quem teve o privilégio de ser aluno da Profa. Arlete Cerqueira Lima não se surpreenderá então. O livro está atravessado pelo mesmo brilho no olhar, o mesmo encantamento e sofisticação que caracterizam suas aulas. E sentirá a mesma motivação de uma professora que nos acompanha em nossas manipulações simbólicas e malabarismos conceituais, disciplinando ou libertando adequadamente nossa imaginação lógica. Em suma, um livro de especial interesse para leitores que, como aprendizes ou sobretudo como docentes, desejam dar continuidade e aprofundar estudos de lógica.
Atenção ao Seminário
II Seminário Internacional de Antropologia da Saúde e o I Seminário de Saúde da População Negra e Quilombola do Norte de Minas Gerais
Objetivo: Fomentar a discussão sobre a qualidade da assistência à saúde para a população negra e quilombola no norte de minas, bem como trazer uma reflexão sobre o combate ao racismo institucional e as vulnerabilidades em saúde.
Público alvo: Profissionais das ciências sociais, antropologia, serviço social, medicina, enfermagem, e demais profissionais da área da saúde. Gestores de saúde. Estudantes da área da saúde, das ciências sociais, do serviço social e demais cursos da saúde. Membros das comunidades quilombolas. Membros do Movimento Negro. Membros da comunidade em geral. Pesquisadores da área.
Data: dia 10 de agosto de 2010.
Inscrições: O encerramento das inscrições será no dia 28 de julho de 2010.
Local: Auditório do CCBS, prédio 06, segundo andar.
Credenciamento: a partir de 07h30min. É necessário fazer inscrição.
O evento constará de palestras, mesas redondas e apresentação de relatos de experiência e trabalhos científicos.
Realização: Centro de Apoio Comunitário- CEAAC / Grupo de Pesquisa de Atenção Primária e Saúde Materno-Infantil em Comunidades Quilombolas no Norte de Minas Gerais / Núcleo de Estudos Afro-brasileiros – NEAB
As inscrições para os eventos ocorrerão no NEAB-Núcleo de Estudos Afro-brasileiro, Anexo do Prédio 06, sala dos projetos especiais, no Campus Professor Darcy Ribeiro. Tel: 32298306 (horário comercial) - Luziana/Gil
Ficha de Inscrição
Instruções aos Autores
Maiores informações no CEAAC com a Jussara/Bárbara pelo telefone 32298193 (tarde) ou pelo e-mail:saudepopulacaonegra@hotmail.com
Observação: Haverá espaço para apresentação de trabalhos científicos sobre os temas
- Saúde da população negra e quilombola
- Racismo institucional
- Vulnerabilidades em saúde
- Equidade e universalidade no SUS
- Antropologia da Saúde
- Políticas Públicas de Saúde e Saúde Coletiva
- Inclusão social e saúde.
* Estas temáticas deverão abordar a população negra e a quilombola. Trabalhos que não abordarem estas temáticas não serão analisados.
As normas para a inscrição/seleção de trabalhos serão divulgadas posteriormente.
Valor de inscrição: R$10,00 (acadêmicos), R$15,00 (profissionais e comunidade)
Submissão de trabalhos científicos: Os resumos deverão ser entregues até dia 04 de julho de 2010.
Os resultados dos trabalhos selecionados para apresentação oral/banner/revista científica digital serão divulgados até dia 26 de julho de 2010. Os autores selecionados serão contactados posteriormente pela Comissão para definir a modalidade na qual serão inseridos, dependendo da avaliação e relevância dos temas apresentados. Serão aceitos até dois trabalhos por autor. O limite para co-autoria é de 02 (dois) co-autores. Os trabalhos deverão seguir as linhas e temáticas apresentadas anteriormente.
Comissão Organizadora/Coordenação Geral:
Professor Ms. Amaro Sérgio Marques e Professora Ms. Ângela Brito
Parcerias: Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial-COMPIR
Apoio Institucional: UNIMONTES
Objetivo: Fomentar a discussão sobre a qualidade da assistência à saúde para a população negra e quilombola no norte de minas, bem como trazer uma reflexão sobre o combate ao racismo institucional e as vulnerabilidades em saúde.
Público alvo: Profissionais das ciências sociais, antropologia, serviço social, medicina, enfermagem, e demais profissionais da área da saúde. Gestores de saúde. Estudantes da área da saúde, das ciências sociais, do serviço social e demais cursos da saúde. Membros das comunidades quilombolas. Membros do Movimento Negro. Membros da comunidade em geral. Pesquisadores da área.
Data: dia 10 de agosto de 2010.
Inscrições: O encerramento das inscrições será no dia 28 de julho de 2010.
Local: Auditório do CCBS, prédio 06, segundo andar.
Credenciamento: a partir de 07h30min. É necessário fazer inscrição.
O evento constará de palestras, mesas redondas e apresentação de relatos de experiência e trabalhos científicos.
Realização: Centro de Apoio Comunitário- CEAAC / Grupo de Pesquisa de Atenção Primária e Saúde Materno-Infantil em Comunidades Quilombolas no Norte de Minas Gerais / Núcleo de Estudos Afro-brasileiros – NEAB
As inscrições para os eventos ocorrerão no NEAB-Núcleo de Estudos Afro-brasileiro, Anexo do Prédio 06, sala dos projetos especiais, no Campus Professor Darcy Ribeiro. Tel: 32298306 (horário comercial) - Luziana/Gil
Ficha de Inscrição
Instruções aos Autores
Maiores informações no CEAAC com a Jussara/Bárbara pelo telefone 32298193 (tarde) ou pelo e-mail:saudepopulacaonegra@hotmail.com
Observação: Haverá espaço para apresentação de trabalhos científicos sobre os temas
- Saúde da população negra e quilombola
- Racismo institucional
- Vulnerabilidades em saúde
- Equidade e universalidade no SUS
- Antropologia da Saúde
- Políticas Públicas de Saúde e Saúde Coletiva
- Inclusão social e saúde.
* Estas temáticas deverão abordar a população negra e a quilombola. Trabalhos que não abordarem estas temáticas não serão analisados.
As normas para a inscrição/seleção de trabalhos serão divulgadas posteriormente.
Valor de inscrição: R$10,00 (acadêmicos), R$15,00 (profissionais e comunidade)
Submissão de trabalhos científicos: Os resumos deverão ser entregues até dia 04 de julho de 2010.
Os resultados dos trabalhos selecionados para apresentação oral/banner/revista científica digital serão divulgados até dia 26 de julho de 2010. Os autores selecionados serão contactados posteriormente pela Comissão para definir a modalidade na qual serão inseridos, dependendo da avaliação e relevância dos temas apresentados. Serão aceitos até dois trabalhos por autor. O limite para co-autoria é de 02 (dois) co-autores. Os trabalhos deverão seguir as linhas e temáticas apresentadas anteriormente.
Comissão Organizadora/Coordenação Geral:
Professor Ms. Amaro Sérgio Marques e Professora Ms. Ângela Brito
Parcerias: Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial-COMPIR
Apoio Institucional: UNIMONTES
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