Aniversário da FFCH
A FFCH completa 69 anos no próximo dia 13 de junho. No dia 14 de junho, uma segunda-feira, celebraremos a data com confraternização matutina e lançamento de livro.
Teremos assim, em São Lázaro, um lanche apropriadamente junino às 10 horas, na varanda do Casarão. Em seguida, também na varanda, teremos o lançamento do livro da Profa. Arlete Cerqueira Lima, Lógica Formal: Origens e Aplicações, pela Editora Quarteto.
Blog para apresentar, discutir e comentar sobre as diferentes manifestações de preconceito na fala.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Lançamento em São Lázaro - FFCH/UFBA
Lançamento em São Lázaro
6 de junho de 2010
Como parte da comemoração dos 69 anos da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA, será lançado no dia 14 de junho, às 10:30 horas, na varanda do Casarão de São Lázaro, o livro Lógica Formal: Origens e aplicações, escrito pela Profa. Arlete Cerqueira Lima e editado pela Quarteto Editora.
Arlete Cerqueira Lima nasceu em Itabaiana - Sergipe, em 27 de agosto de 1932. Licenciou-se em Matemática pela UFBA em 1954. Foi uma das fundadoras do Instituto de Matemática e Física, tendo contribuído para a introdução da matemática moderna na UFBA e, logo, na Bahia. Concluiu o mestrado em Matemática em 1954. Além de seu pioneirismo acadêmico e de sua dedicação ao magistério durante 50 anos, também se destacou por seu papel institucional. Assim, foi coordenadora da Pós-Graduação do Curso de Matemática e exerceu o cargo de Coordenadora Central da Pós-Graduação e Pesquisa da UFBA, que depois se transformou na atual Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação. Ex-diretora do Instituto de Matemática, docente da UEFS e Professora Emérita da UFBA, publicou artigos e livros, dentre os quais destacam-se os de Lógica e Linguagem.
Em seu prefácio ao livro, João Carlos Salles observa: (...) Um livro de lógica qualquer só pode começar em meio a desafios elevados. E este livro de Arlete Cerqueira Lima os enfrenta com grande determinação e clareza, colocando-se o mote da demonstração como medida mínima de sua articulação conceitual e como desafio didático. Assim, o livro não se furta a apresentar um específico contexto filosófico para o interesse da lógica, fazendo acompanhar, em gestos largos, transformações decisivas da lógica dos movimentos de monta da história da filosofia. Com isso, porém, o desafio da contextualização histórica não vem suprimir exigências internas de apresentação da matéria, como o revela seu cuidado quer com a apresentação inicial de uma estrutura algébrica quer com temas técnicos incontornáveis, como o da consistência e completude dos sistemas formalizados. (...) Quem teve o privilégio de ser aluno da Profa. Arlete Cerqueira Lima não se surpreenderá então. O livro está atravessado pelo mesmo brilho no olhar, o mesmo encantamento e sofisticação que caracterizam suas aulas. E sentirá a mesma motivação de uma professora que nos acompanha em nossas manipulações simbólicas e malabarismos conceituais, disciplinando ou libertando adequadamente nossa imaginação lógica. Em suma, um livro de especial interesse para leitores que, como aprendizes ou sobretudo como docentes, desejam dar continuidade e aprofundar estudos de lógica.
6 de junho de 2010
Como parte da comemoração dos 69 anos da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA, será lançado no dia 14 de junho, às 10:30 horas, na varanda do Casarão de São Lázaro, o livro Lógica Formal: Origens e aplicações, escrito pela Profa. Arlete Cerqueira Lima e editado pela Quarteto Editora.
Arlete Cerqueira Lima nasceu em Itabaiana - Sergipe, em 27 de agosto de 1932. Licenciou-se em Matemática pela UFBA em 1954. Foi uma das fundadoras do Instituto de Matemática e Física, tendo contribuído para a introdução da matemática moderna na UFBA e, logo, na Bahia. Concluiu o mestrado em Matemática em 1954. Além de seu pioneirismo acadêmico e de sua dedicação ao magistério durante 50 anos, também se destacou por seu papel institucional. Assim, foi coordenadora da Pós-Graduação do Curso de Matemática e exerceu o cargo de Coordenadora Central da Pós-Graduação e Pesquisa da UFBA, que depois se transformou na atual Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação. Ex-diretora do Instituto de Matemática, docente da UEFS e Professora Emérita da UFBA, publicou artigos e livros, dentre os quais destacam-se os de Lógica e Linguagem.
Em seu prefácio ao livro, João Carlos Salles observa: (...) Um livro de lógica qualquer só pode começar em meio a desafios elevados. E este livro de Arlete Cerqueira Lima os enfrenta com grande determinação e clareza, colocando-se o mote da demonstração como medida mínima de sua articulação conceitual e como desafio didático. Assim, o livro não se furta a apresentar um específico contexto filosófico para o interesse da lógica, fazendo acompanhar, em gestos largos, transformações decisivas da lógica dos movimentos de monta da história da filosofia. Com isso, porém, o desafio da contextualização histórica não vem suprimir exigências internas de apresentação da matéria, como o revela seu cuidado quer com a apresentação inicial de uma estrutura algébrica quer com temas técnicos incontornáveis, como o da consistência e completude dos sistemas formalizados. (...) Quem teve o privilégio de ser aluno da Profa. Arlete Cerqueira Lima não se surpreenderá então. O livro está atravessado pelo mesmo brilho no olhar, o mesmo encantamento e sofisticação que caracterizam suas aulas. E sentirá a mesma motivação de uma professora que nos acompanha em nossas manipulações simbólicas e malabarismos conceituais, disciplinando ou libertando adequadamente nossa imaginação lógica. Em suma, um livro de especial interesse para leitores que, como aprendizes ou sobretudo como docentes, desejam dar continuidade e aprofundar estudos de lógica.
Atenção ao Seminário
II Seminário Internacional de Antropologia da Saúde e o I Seminário de Saúde da População Negra e Quilombola do Norte de Minas Gerais
Objetivo: Fomentar a discussão sobre a qualidade da assistência à saúde para a população negra e quilombola no norte de minas, bem como trazer uma reflexão sobre o combate ao racismo institucional e as vulnerabilidades em saúde.
Público alvo: Profissionais das ciências sociais, antropologia, serviço social, medicina, enfermagem, e demais profissionais da área da saúde. Gestores de saúde. Estudantes da área da saúde, das ciências sociais, do serviço social e demais cursos da saúde. Membros das comunidades quilombolas. Membros do Movimento Negro. Membros da comunidade em geral. Pesquisadores da área.
Data: dia 10 de agosto de 2010.
Inscrições: O encerramento das inscrições será no dia 28 de julho de 2010.
Local: Auditório do CCBS, prédio 06, segundo andar.
Credenciamento: a partir de 07h30min. É necessário fazer inscrição.
O evento constará de palestras, mesas redondas e apresentação de relatos de experiência e trabalhos científicos.
Realização: Centro de Apoio Comunitário- CEAAC / Grupo de Pesquisa de Atenção Primária e Saúde Materno-Infantil em Comunidades Quilombolas no Norte de Minas Gerais / Núcleo de Estudos Afro-brasileiros – NEAB
As inscrições para os eventos ocorrerão no NEAB-Núcleo de Estudos Afro-brasileiro, Anexo do Prédio 06, sala dos projetos especiais, no Campus Professor Darcy Ribeiro. Tel: 32298306 (horário comercial) - Luziana/Gil
Ficha de Inscrição
Instruções aos Autores
Maiores informações no CEAAC com a Jussara/Bárbara pelo telefone 32298193 (tarde) ou pelo e-mail:saudepopulacaonegra@hotmail.com
Observação: Haverá espaço para apresentação de trabalhos científicos sobre os temas
- Saúde da população negra e quilombola
- Racismo institucional
- Vulnerabilidades em saúde
- Equidade e universalidade no SUS
- Antropologia da Saúde
- Políticas Públicas de Saúde e Saúde Coletiva
- Inclusão social e saúde.
* Estas temáticas deverão abordar a população negra e a quilombola. Trabalhos que não abordarem estas temáticas não serão analisados.
As normas para a inscrição/seleção de trabalhos serão divulgadas posteriormente.
Valor de inscrição: R$10,00 (acadêmicos), R$15,00 (profissionais e comunidade)
Submissão de trabalhos científicos: Os resumos deverão ser entregues até dia 04 de julho de 2010.
Os resultados dos trabalhos selecionados para apresentação oral/banner/revista científica digital serão divulgados até dia 26 de julho de 2010. Os autores selecionados serão contactados posteriormente pela Comissão para definir a modalidade na qual serão inseridos, dependendo da avaliação e relevância dos temas apresentados. Serão aceitos até dois trabalhos por autor. O limite para co-autoria é de 02 (dois) co-autores. Os trabalhos deverão seguir as linhas e temáticas apresentadas anteriormente.
Comissão Organizadora/Coordenação Geral:
Professor Ms. Amaro Sérgio Marques e Professora Ms. Ângela Brito
Parcerias: Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial-COMPIR
Apoio Institucional: UNIMONTES
Objetivo: Fomentar a discussão sobre a qualidade da assistência à saúde para a população negra e quilombola no norte de minas, bem como trazer uma reflexão sobre o combate ao racismo institucional e as vulnerabilidades em saúde.
Público alvo: Profissionais das ciências sociais, antropologia, serviço social, medicina, enfermagem, e demais profissionais da área da saúde. Gestores de saúde. Estudantes da área da saúde, das ciências sociais, do serviço social e demais cursos da saúde. Membros das comunidades quilombolas. Membros do Movimento Negro. Membros da comunidade em geral. Pesquisadores da área.
Data: dia 10 de agosto de 2010.
Inscrições: O encerramento das inscrições será no dia 28 de julho de 2010.
Local: Auditório do CCBS, prédio 06, segundo andar.
Credenciamento: a partir de 07h30min. É necessário fazer inscrição.
O evento constará de palestras, mesas redondas e apresentação de relatos de experiência e trabalhos científicos.
Realização: Centro de Apoio Comunitário- CEAAC / Grupo de Pesquisa de Atenção Primária e Saúde Materno-Infantil em Comunidades Quilombolas no Norte de Minas Gerais / Núcleo de Estudos Afro-brasileiros – NEAB
As inscrições para os eventos ocorrerão no NEAB-Núcleo de Estudos Afro-brasileiro, Anexo do Prédio 06, sala dos projetos especiais, no Campus Professor Darcy Ribeiro. Tel: 32298306 (horário comercial) - Luziana/Gil
Ficha de Inscrição
Instruções aos Autores
Maiores informações no CEAAC com a Jussara/Bárbara pelo telefone 32298193 (tarde) ou pelo e-mail:saudepopulacaonegra@hotmail.com
Observação: Haverá espaço para apresentação de trabalhos científicos sobre os temas
- Saúde da população negra e quilombola
- Racismo institucional
- Vulnerabilidades em saúde
- Equidade e universalidade no SUS
- Antropologia da Saúde
- Políticas Públicas de Saúde e Saúde Coletiva
- Inclusão social e saúde.
* Estas temáticas deverão abordar a população negra e a quilombola. Trabalhos que não abordarem estas temáticas não serão analisados.
As normas para a inscrição/seleção de trabalhos serão divulgadas posteriormente.
Valor de inscrição: R$10,00 (acadêmicos), R$15,00 (profissionais e comunidade)
Submissão de trabalhos científicos: Os resumos deverão ser entregues até dia 04 de julho de 2010.
Os resultados dos trabalhos selecionados para apresentação oral/banner/revista científica digital serão divulgados até dia 26 de julho de 2010. Os autores selecionados serão contactados posteriormente pela Comissão para definir a modalidade na qual serão inseridos, dependendo da avaliação e relevância dos temas apresentados. Serão aceitos até dois trabalhos por autor. O limite para co-autoria é de 02 (dois) co-autores. Os trabalhos deverão seguir as linhas e temáticas apresentadas anteriormente.
Comissão Organizadora/Coordenação Geral:
Professor Ms. Amaro Sérgio Marques e Professora Ms. Ângela Brito
Parcerias: Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial-COMPIR
Apoio Institucional: UNIMONTES
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Polícia Federal prende mãe e bebê Tupinambá
A Polícia Federal prendeu na tarde de hoje, feriado de Corpus Christi, a índia Glicéria Tupinambá e seu filho de apenas (02) dois meses. Glicéria é liderança de seu povo e membro da Comissão Nacional de Política Indigenista – CNPI. Vinculada ao Ministério da Justiça, a CNPI tem entre seus integrantes representantes de 12 ministérios, 20 lideranças indígenas e dois representantes de entidades indigenistas. Na tarde de ontem, 2 de junho, Glicéria participou da reunião da CNPI com o Presidente Lula, oportunidade em que denunciou as perseguições de que as lideranças Tupinambá têm sido vítimas por parte da Polícia Federal no Sul da Bahia.
No dia seguinte, quando tentava retornar para sua aldeia, Glicéria – tendo ao colo o seu bebê de dois meses – foi detida ao descer do avião, ainda na pista de pouso do aeroporto de Ilhéus (BA), e diante dos demais passageiros, por três agentes da Polícia Federal, numa intenção clara de constrangê-la. O episódio foi testemunhado por Luis Titiah, liderança Pataxó Hã-hã-hãe, também membro da CNPI, que a acompanhava.
Após ser interrogada durante toda a tarde na sede da Polícia Federal em Ilhéus, sempre com o bebê ao colo, Glicéria recebeu voz de prisão da delega Denise ao deixar as dependências do órgão. Segundo informações ainda não confirmadas, a prisão foi decretada pelo juiz Antonio Hygino, da Comarca de Buerarema (BA), sob a alegação de Glicéria ter participado no seqüestro de um veículo da META (empresa que presta serviço de energia na região). Esse juiz, em entrevista concedida ao repórter Fábio Roberto para um jornal da região, se referiu aos Tupinambá como “pessoas que se dizem índios”. Mãe e filho serão transferidos para um presídio na cidade de Jequié, distante cerca de 200km de sua aldeia.
Desde que a FUNAI iniciou o processo de demarcação da terra indígena Tupinambá as fazendas invasoras da terra indígena passaram a contratar pistoleiros, fazendeiros dos municípios de Ilhéus e Buerarema iniciaram campanhas difamatórias nas rádios e jornais locais, incitando a população regional contra os índios, o que resultou numa série de conflitos envolvendo pistoleiros, fazendeiros e indígenas. Como conseqüência da disputa pela posse da terra os Tupinambá respondem a uma série de inquéritos e processos criminais patrocinados pela Polícia Federal, numa estratégia clara de criminalização de sua luta legítima em defesa de seu território tradicional. Em decorrência dessa ofensiva de criminalização já estão presos os indígenas Rosivaldo (conhecido como cacique Babau) e Givaldo, irmãos de Glicéria que passa a ser terceira presa política Tupinambá.
A animosidade nutrida pela Polícia Federal em relação aos Tupinambá já se tornou crônica. No dia 23 de outubro de 2008, numa ação extremamente agressiva, a PF atacou a comunidade indígena da Serra do Padeiro, deixando 14 Tupinambá feridos à bala de borracha, destruiu casas e veículos da comunidade, a escola indígena e seus equipamentos, e ainda deteriorou a merenda escolar. Dois Tupinambá foram presos na ocasião. Em junho de 2009, após outra ação de agentes da PF juntamente com fazendeiros - numa ação de reintegração de posse -, sinais de tortura em cinco Tupinambá ficaram comprovados por exames de corpo de delito realizados no Instituto Médico Legal do Distrito Federal. O inquérito, levado a cabo pelo mesmo delegado que coordenou a ação dos agentes, concluiu entretanto pela inocorrência de tortura. Nenhum dos agentes foi afastado durante ou após as investigações. No dia 10 de março de 2010, numa ação irregular, a Polícia Federal invadiu a residência do cacique Babau em horário noturno (duas horas da madrugada), destruindo móveis e utilizando extrema força física para imobilizar o Cacique, que acreditava estar diante de pistoleiros, pois os agentes estavam camuflados, com os rostos pintados de preto, não se identificaram e não apresentaram mandado de prisão, além de proferir ameaças e xingamentos.
O Conselho Indigenista Missionário, preocupado com a integridade física e psicológica de Glicéria e seu filho, vem a público manifestar mais uma vez o seu repúdio ao tratamento dispensado por órgãos policiais e judiciais ao Povo Tupinambá. Reafirma seu compromisso em continuar apoiando a luta justa do povo pela demarcação de seu território tradicional e conclama a sociedade nacional e internacional a se manifestar em defesa da causa Tupinambá e pela imediata libertação de seus líderes.
Brasília, 3 de junho de 2010.
Conselho Indigenista Missionário – Cimi
No dia seguinte, quando tentava retornar para sua aldeia, Glicéria – tendo ao colo o seu bebê de dois meses – foi detida ao descer do avião, ainda na pista de pouso do aeroporto de Ilhéus (BA), e diante dos demais passageiros, por três agentes da Polícia Federal, numa intenção clara de constrangê-la. O episódio foi testemunhado por Luis Titiah, liderança Pataxó Hã-hã-hãe, também membro da CNPI, que a acompanhava.
Após ser interrogada durante toda a tarde na sede da Polícia Federal em Ilhéus, sempre com o bebê ao colo, Glicéria recebeu voz de prisão da delega Denise ao deixar as dependências do órgão. Segundo informações ainda não confirmadas, a prisão foi decretada pelo juiz Antonio Hygino, da Comarca de Buerarema (BA), sob a alegação de Glicéria ter participado no seqüestro de um veículo da META (empresa que presta serviço de energia na região). Esse juiz, em entrevista concedida ao repórter Fábio Roberto para um jornal da região, se referiu aos Tupinambá como “pessoas que se dizem índios”. Mãe e filho serão transferidos para um presídio na cidade de Jequié, distante cerca de 200km de sua aldeia.
Desde que a FUNAI iniciou o processo de demarcação da terra indígena Tupinambá as fazendas invasoras da terra indígena passaram a contratar pistoleiros, fazendeiros dos municípios de Ilhéus e Buerarema iniciaram campanhas difamatórias nas rádios e jornais locais, incitando a população regional contra os índios, o que resultou numa série de conflitos envolvendo pistoleiros, fazendeiros e indígenas. Como conseqüência da disputa pela posse da terra os Tupinambá respondem a uma série de inquéritos e processos criminais patrocinados pela Polícia Federal, numa estratégia clara de criminalização de sua luta legítima em defesa de seu território tradicional. Em decorrência dessa ofensiva de criminalização já estão presos os indígenas Rosivaldo (conhecido como cacique Babau) e Givaldo, irmãos de Glicéria que passa a ser terceira presa política Tupinambá.
A animosidade nutrida pela Polícia Federal em relação aos Tupinambá já se tornou crônica. No dia 23 de outubro de 2008, numa ação extremamente agressiva, a PF atacou a comunidade indígena da Serra do Padeiro, deixando 14 Tupinambá feridos à bala de borracha, destruiu casas e veículos da comunidade, a escola indígena e seus equipamentos, e ainda deteriorou a merenda escolar. Dois Tupinambá foram presos na ocasião. Em junho de 2009, após outra ação de agentes da PF juntamente com fazendeiros - numa ação de reintegração de posse -, sinais de tortura em cinco Tupinambá ficaram comprovados por exames de corpo de delito realizados no Instituto Médico Legal do Distrito Federal. O inquérito, levado a cabo pelo mesmo delegado que coordenou a ação dos agentes, concluiu entretanto pela inocorrência de tortura. Nenhum dos agentes foi afastado durante ou após as investigações. No dia 10 de março de 2010, numa ação irregular, a Polícia Federal invadiu a residência do cacique Babau em horário noturno (duas horas da madrugada), destruindo móveis e utilizando extrema força física para imobilizar o Cacique, que acreditava estar diante de pistoleiros, pois os agentes estavam camuflados, com os rostos pintados de preto, não se identificaram e não apresentaram mandado de prisão, além de proferir ameaças e xingamentos.
O Conselho Indigenista Missionário, preocupado com a integridade física e psicológica de Glicéria e seu filho, vem a público manifestar mais uma vez o seu repúdio ao tratamento dispensado por órgãos policiais e judiciais ao Povo Tupinambá. Reafirma seu compromisso em continuar apoiando a luta justa do povo pela demarcação de seu território tradicional e conclama a sociedade nacional e internacional a se manifestar em defesa da causa Tupinambá e pela imediata libertação de seus líderes.
Brasília, 3 de junho de 2010.
Conselho Indigenista Missionário – Cimi
quinta-feira, 3 de junho de 2010
MARINA SILVA SOFRE PRECONCEITO POR SER EVANGÉLICA
EVANGÉLICA NA POLÍTICA
Candidata Marina Silva fala sobre preconceito por ser evangélica
'Tenho identificado isso nos últimos 13 anos em função da minha posição espiritual, o que é muito estranho, as pessoas parecem que a priori já querem te rotular, me parece aí sim um viés de preconceito religioso', diz Marina Silva
Por Carlos Lima
25/04/2010 03:57h
Candidata Marina Silva fala sobre preconceito por ser evangélica A atuação de Marina Silva na questão ambiental e sua trajetória, de uma infância pobre em um seringal até o Congresso, costumam chamar a atenção da imprensa internacional.
Nesta semana, a revista britânica The Economist publicou um perfil sobre a pré-candidata, em que afirma que a candidata do PV à Presidência, Marina Silva, é do tipo de político que ocasionalmente surge com princípios demais para uma disputa eleitoral em países como Brasil.
A imprensa americana já afirmou que Marina Silva, se eleita, seria a primeira mulher e primeira negra a presidir o Brasil. Questionada sobre essa bandeira, a pré-candidata disse que sempre se considerou negra, mas que essa discussão deve entrar "no conjunto das ações de um país como o Brasil, que tem o desafio histórico de reparar em relação aos negros e em relação aos índios".
Marina Silva, que é evangélica, disse que nunca foi alvo de preconceito por ser negra ou mulher, mas sim por sua religião.
"Nunca me senti sofrendo preconceito em função de ser negra ou ser mulher", afirmou. "Eu tenho identificado isso nos últimos 13 anos em função da minha posição espiritual, o que é muito estranho, as pessoas parecem que a priori já querem te rotular, me parece aí sim um viés de preconceito religioso."
Questionada sobre o papel de sua religião na disputa pela Presidência, a senadora disse que "o fato de ser cristão, evangélico ou católico, não significa que você queira utilizar a condição de agente público para promover qualquer credo religioso".
"O Estado brasileiro é um estado laico, e graças a esse Estado laico os evangélicos foram favorecidos. Agora, Estado laico não é Estado ateu, é exatamente para favorecer a posição de crentes e não-crentes", disse. BBC Brasil
Com informações do Estadão / Zero Hora
Candidata Marina Silva fala sobre preconceito por ser evangélica
'Tenho identificado isso nos últimos 13 anos em função da minha posição espiritual, o que é muito estranho, as pessoas parecem que a priori já querem te rotular, me parece aí sim um viés de preconceito religioso', diz Marina Silva
Por Carlos Lima
25/04/2010 03:57h
Candidata Marina Silva fala sobre preconceito por ser evangélica A atuação de Marina Silva na questão ambiental e sua trajetória, de uma infância pobre em um seringal até o Congresso, costumam chamar a atenção da imprensa internacional.
Nesta semana, a revista britânica The Economist publicou um perfil sobre a pré-candidata, em que afirma que a candidata do PV à Presidência, Marina Silva, é do tipo de político que ocasionalmente surge com princípios demais para uma disputa eleitoral em países como Brasil.
A imprensa americana já afirmou que Marina Silva, se eleita, seria a primeira mulher e primeira negra a presidir o Brasil. Questionada sobre essa bandeira, a pré-candidata disse que sempre se considerou negra, mas que essa discussão deve entrar "no conjunto das ações de um país como o Brasil, que tem o desafio histórico de reparar em relação aos negros e em relação aos índios".
Marina Silva, que é evangélica, disse que nunca foi alvo de preconceito por ser negra ou mulher, mas sim por sua religião.
"Nunca me senti sofrendo preconceito em função de ser negra ou ser mulher", afirmou. "Eu tenho identificado isso nos últimos 13 anos em função da minha posição espiritual, o que é muito estranho, as pessoas parecem que a priori já querem te rotular, me parece aí sim um viés de preconceito religioso."
Questionada sobre o papel de sua religião na disputa pela Presidência, a senadora disse que "o fato de ser cristão, evangélico ou católico, não significa que você queira utilizar a condição de agente público para promover qualquer credo religioso".
"O Estado brasileiro é um estado laico, e graças a esse Estado laico os evangélicos foram favorecidos. Agora, Estado laico não é Estado ateu, é exatamente para favorecer a posição de crentes e não-crentes", disse. BBC Brasil
Com informações do Estadão / Zero Hora
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Agradecimento especial
Não podemos deixar de registrar o carinho, a competência, presteza e zelo de todos os professores que participaram do III Seminário Preconceito na Fala, Preconceito na Cor, deste ano. Em destaque, os professores advindos de Alvorada - Rio Grande do Sul, que, acompanhados pela Secretária de Educação daquele município, não mediram esforços no sentido de transmitir dedicação, assiduidade, respeito, participação, enfim, caracterização do papel do professor, numa época de tanta descrença... A eles, os nossos melhores cumprimentos e um até breve, se Deus quiser.
Atenção... você que não entregou o CD com o texto completo...
Informamos ao pesquisador participante do III Seminário Preconceito na Fala, Preconceito na Cor, que não entregou o CD com o texto completo - 8 a 10 páginas - ao coordenador de mesa, fineza entrar em contato com a coordenação do Seminário ou enviar ao coordenador da mesa, por e-mail.
Serão recebidos apenas pelo e-mail preconceitonafalaenacor@bol.com.br ou no contato do seu coordenador de mesa (cf. programação do Seminário). Data-limite: 15 de junho de 2010.
Serão recebidos apenas pelo e-mail preconceitonafalaenacor@bol.com.br ou no contato do seu coordenador de mesa (cf. programação do Seminário). Data-limite: 15 de junho de 2010.
Assinar:
Postagens (Atom)