EVANGÉLICA NA POLÍTICA
Candidata Marina Silva fala sobre preconceito por ser evangélica
'Tenho identificado isso nos últimos 13 anos em função da minha posição espiritual, o que é muito estranho, as pessoas parecem que a priori já querem te rotular, me parece aí sim um viés de preconceito religioso', diz Marina Silva
Por Carlos Lima
25/04/2010 03:57h
Candidata Marina Silva fala sobre preconceito por ser evangélica A atuação de Marina Silva na questão ambiental e sua trajetória, de uma infância pobre em um seringal até o Congresso, costumam chamar a atenção da imprensa internacional.
Nesta semana, a revista britânica The Economist publicou um perfil sobre a pré-candidata, em que afirma que a candidata do PV à Presidência, Marina Silva, é do tipo de político que ocasionalmente surge com princípios demais para uma disputa eleitoral em países como Brasil.
A imprensa americana já afirmou que Marina Silva, se eleita, seria a primeira mulher e primeira negra a presidir o Brasil. Questionada sobre essa bandeira, a pré-candidata disse que sempre se considerou negra, mas que essa discussão deve entrar "no conjunto das ações de um país como o Brasil, que tem o desafio histórico de reparar em relação aos negros e em relação aos índios".
Marina Silva, que é evangélica, disse que nunca foi alvo de preconceito por ser negra ou mulher, mas sim por sua religião.
"Nunca me senti sofrendo preconceito em função de ser negra ou ser mulher", afirmou. "Eu tenho identificado isso nos últimos 13 anos em função da minha posição espiritual, o que é muito estranho, as pessoas parecem que a priori já querem te rotular, me parece aí sim um viés de preconceito religioso."
Questionada sobre o papel de sua religião na disputa pela Presidência, a senadora disse que "o fato de ser cristão, evangélico ou católico, não significa que você queira utilizar a condição de agente público para promover qualquer credo religioso".
"O Estado brasileiro é um estado laico, e graças a esse Estado laico os evangélicos foram favorecidos. Agora, Estado laico não é Estado ateu, é exatamente para favorecer a posição de crentes e não-crentes", disse. BBC Brasil
Com informações do Estadão / Zero Hora
Blog para apresentar, discutir e comentar sobre as diferentes manifestações de preconceito na fala.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Agradecimento especial
Não podemos deixar de registrar o carinho, a competência, presteza e zelo de todos os professores que participaram do III Seminário Preconceito na Fala, Preconceito na Cor, deste ano. Em destaque, os professores advindos de Alvorada - Rio Grande do Sul, que, acompanhados pela Secretária de Educação daquele município, não mediram esforços no sentido de transmitir dedicação, assiduidade, respeito, participação, enfim, caracterização do papel do professor, numa época de tanta descrença... A eles, os nossos melhores cumprimentos e um até breve, se Deus quiser.
Atenção... você que não entregou o CD com o texto completo...
Informamos ao pesquisador participante do III Seminário Preconceito na Fala, Preconceito na Cor, que não entregou o CD com o texto completo - 8 a 10 páginas - ao coordenador de mesa, fineza entrar em contato com a coordenação do Seminário ou enviar ao coordenador da mesa, por e-mail.
Serão recebidos apenas pelo e-mail preconceitonafalaenacor@bol.com.br ou no contato do seu coordenador de mesa (cf. programação do Seminário). Data-limite: 15 de junho de 2010.
Serão recebidos apenas pelo e-mail preconceitonafalaenacor@bol.com.br ou no contato do seu coordenador de mesa (cf. programação do Seminário). Data-limite: 15 de junho de 2010.
terça-feira, 1 de junho de 2010
É bom tomar conhecimento...
Governo
Cérebro de piche
Vai pra casa, Padilha
O ministro racista: dos 70 milhões de negros e pardos, Pelé é o único digno de nota
Montagem sobre foto de Rogério Montenegro
e Ana Arújo
Surgiu mais um concorrente no campeonato de asneiras ditas pelos ministros do governo de Fernando Henrique Cardoso. A liderança pertencia a Iris Rezende, da Justiça, que disse que o "crime, às vezes, é inevitável". Na quinta-feira passada, foi a vez de Eliseu Padilha, dos Transportes, demonstrar seus talentos. Num seminário em Araçatuba, no interior de São Paulo, quiseram saber como estavam os investimentos em estradas e Padilha, sem humor para admitir que nada tem para oferecer aos motoristas que sofrem com excesso de buracos e falta de conservação, saiu-se com uma boçalidade: "No Brasil existem dois pretos que são admirados por todos. Um é o Pelé, que é o nosso rei de sempre. O outro é o rei asfalto. Todo mundo gosta do asfalto. É o preto que todo mundo gosta". Quer dizer: a população brasileira, na qual 45% se consideram pretos ou pardos nos questionários do IBGE, só gosta de dois pretos -- dos quais apenas um é gente, enquanto o outro serve para pisar ou para passar com o carro em cima.
No dia seguinte, em viagem pelo Chile, Padilha ligou para o ministro Pelé, dos Esportes, para tentar confundir seu colega. Falando com Pelé, mas tratando-o na terceira pessoa, o ministro saudoso da escravidão disse ao telefone: "Não tive nenhuma intenção pejorativa ou de racismo. O Pelé e o asfalto são valores que o povo brasileiro estima". Quer dizer: no coração do ministro, o asfalto é mesmo camisa 10. "Não se preocupe. Entendi que não foi essa a sua intenção", disse Pelé, para encerrar logo o assunto.
"Sou mulato" -- Padilha convocou uma reunião com entidades que representam os negros para esta terça-feira e também fez questão de dizer que descende de negros. "Sou mulato. Minha mãe descende de europeus, mas meu pai tem ascendência negra", explica. Será que, na cabeça do ministro, isso quer dizer que ele tem asfalto correndo nas veias ou piche no cérebro? "O ministro teve a intenção de elogiar Pelé e o asfalto. Mas acabou desqualificando toda a população negra", afirma Dulce Pereira, da Fundação Palmares, do Ministério da Cultura. "Esse ministro pisou fundo", constata Francisco Everardo Oliveira Silva, o palhaço Titirica, autor de uma música grosseira que foi retirada das lojas porque fazia piadas racistas. "Ele não é humorista nem palhaço como eu para fazer graça", diz Tiririca, sugerindo que o ministro talvez tenha errado de profissão. Espera-se que, na reunião com as entidades negras, Padilha não explique demais a sua declaração. Pode sofrer um surto e acabar dizendo que "o negro, às vezes, é asfalto".
Gerson Camarotti
Cérebro de piche
Vai pra casa, Padilha
O ministro racista: dos 70 milhões de negros e pardos, Pelé é o único digno de nota
Montagem sobre foto de Rogério Montenegro
e Ana Arújo
Surgiu mais um concorrente no campeonato de asneiras ditas pelos ministros do governo de Fernando Henrique Cardoso. A liderança pertencia a Iris Rezende, da Justiça, que disse que o "crime, às vezes, é inevitável". Na quinta-feira passada, foi a vez de Eliseu Padilha, dos Transportes, demonstrar seus talentos. Num seminário em Araçatuba, no interior de São Paulo, quiseram saber como estavam os investimentos em estradas e Padilha, sem humor para admitir que nada tem para oferecer aos motoristas que sofrem com excesso de buracos e falta de conservação, saiu-se com uma boçalidade: "No Brasil existem dois pretos que são admirados por todos. Um é o Pelé, que é o nosso rei de sempre. O outro é o rei asfalto. Todo mundo gosta do asfalto. É o preto que todo mundo gosta". Quer dizer: a população brasileira, na qual 45% se consideram pretos ou pardos nos questionários do IBGE, só gosta de dois pretos -- dos quais apenas um é gente, enquanto o outro serve para pisar ou para passar com o carro em cima.
No dia seguinte, em viagem pelo Chile, Padilha ligou para o ministro Pelé, dos Esportes, para tentar confundir seu colega. Falando com Pelé, mas tratando-o na terceira pessoa, o ministro saudoso da escravidão disse ao telefone: "Não tive nenhuma intenção pejorativa ou de racismo. O Pelé e o asfalto são valores que o povo brasileiro estima". Quer dizer: no coração do ministro, o asfalto é mesmo camisa 10. "Não se preocupe. Entendi que não foi essa a sua intenção", disse Pelé, para encerrar logo o assunto.
"Sou mulato" -- Padilha convocou uma reunião com entidades que representam os negros para esta terça-feira e também fez questão de dizer que descende de negros. "Sou mulato. Minha mãe descende de europeus, mas meu pai tem ascendência negra", explica. Será que, na cabeça do ministro, isso quer dizer que ele tem asfalto correndo nas veias ou piche no cérebro? "O ministro teve a intenção de elogiar Pelé e o asfalto. Mas acabou desqualificando toda a população negra", afirma Dulce Pereira, da Fundação Palmares, do Ministério da Cultura. "Esse ministro pisou fundo", constata Francisco Everardo Oliveira Silva, o palhaço Titirica, autor de uma música grosseira que foi retirada das lojas porque fazia piadas racistas. "Ele não é humorista nem palhaço como eu para fazer graça", diz Tiririca, sugerindo que o ministro talvez tenha errado de profissão. Espera-se que, na reunião com as entidades negras, Padilha não explique demais a sua declaração. Pode sofrer um surto e acabar dizendo que "o negro, às vezes, é asfalto".
Gerson Camarotti
sábado, 29 de maio de 2010
PARABÉNS A TODAS E TODOS
Parabéns a VOCÊ!
O III Seminário Preconceito na Fala, Preconceito na Cor acabou... Pelo menos, por enquanto e com certeza, como foi anunciado, na Bahia...
Foram três dias de intensa apresentação de trabalhos de alta qualidade e discussões de alto teor.
Durante os três dias, foram recebidos pesquisadores de diversas universidades representativas no país, todos comprometidos em debater trabalhos acadêmicos e seus pontos de vista sobre as diferentes manifestações de preconceito.
A programação dos trabalhos seguiu com a apresentação de comunicações, propostas das mesas redondas e palestras. Devido às provocações, o debate foi intensificado, o que
favoreceu o enriquecimento das questões a serem discutidas.
Foi feita a avaliação por pesquisadores qualificados e representados no que se refere à aplicabilidade das leis 10.639/03 e 11.645/08 no contexto das universidades, considerando que, apesar de serem apresentados alguns avanços e idéias, ainda é preciso mais e não desistir.
O Prof. Dr. Kabengelê Munanga foi saudado com uma mistura de sentimentos, emoções e busca de conhecimento. Neste momento, na certeza de um grande aprendizado por parte de todos os seminaristas, o reconhecimento da postura mostrada pelo “obá” amado
e respeitado Kabe.
A todos que, antes, durante e depois do Seminário, estiveram presentes em corpo, espírito e alma, a nossa mais profunda gratidão
O III Seminário Preconceito na Fala, Preconceito na Cor acabou... Pelo menos, por enquanto e com certeza, como foi anunciado, na Bahia...
Foram três dias de intensa apresentação de trabalhos de alta qualidade e discussões de alto teor.
Durante os três dias, foram recebidos pesquisadores de diversas universidades representativas no país, todos comprometidos em debater trabalhos acadêmicos e seus pontos de vista sobre as diferentes manifestações de preconceito.
A programação dos trabalhos seguiu com a apresentação de comunicações, propostas das mesas redondas e palestras. Devido às provocações, o debate foi intensificado, o que
favoreceu o enriquecimento das questões a serem discutidas.
Foi feita a avaliação por pesquisadores qualificados e representados no que se refere à aplicabilidade das leis 10.639/03 e 11.645/08 no contexto das universidades, considerando que, apesar de serem apresentados alguns avanços e idéias, ainda é preciso mais e não desistir.
O Prof. Dr. Kabengelê Munanga foi saudado com uma mistura de sentimentos, emoções e busca de conhecimento. Neste momento, na certeza de um grande aprendizado por parte de todos os seminaristas, o reconhecimento da postura mostrada pelo “obá” amado
e respeitado Kabe.
A todos que, antes, durante e depois do Seminário, estiveram presentes em corpo, espírito e alma, a nossa mais profunda gratidão
terça-feira, 25 de maio de 2010
Hoje é o Dia da África - Desculpas, mas brasileiro ainda recebe bem a todos
Pedimos desculpas aos seminaristas, no sentido de não termos o coquetel na abertura, conforme anunciado na programação, haja visto ter recebido, de surpresa, um e-mail do administrador da Casa de Angola, negando qualquer possibilidade de recepcionar aos participantes do III Seminário Preconceito na Fala, Preconceito na Cor, a partir de quando a Casa de Angola é anfitriã do III Seminário.
Esclarecemos que foi acordado desde dezembro/2009, com uma série de encontros entre a coordenação e o Diretor da Casa de Angola, com o ofício n.033/2010. Foi gerada, inclusive, a expectativa da reforma da Casa, iniciada no mês de janeiro de 2010, sendo que fora dito pelo Dr. Camilo Afonso, que seriam feitos todos os esforços no sentido de oferecer a melhor acolhida possível ao evento, devido à sua importância temática e por tratar-se de um evento comemorativo ao Dia da África, além de receber um grande estudioso africano - Prof. Dr. Kabengelê Munanga e outros estudiosos brasileiros envolvidos com a História da África e a Diáspora.
A coordenação
Esclarecemos que foi acordado desde dezembro/2009, com uma série de encontros entre a coordenação e o Diretor da Casa de Angola, com o ofício n.033/2010. Foi gerada, inclusive, a expectativa da reforma da Casa, iniciada no mês de janeiro de 2010, sendo que fora dito pelo Dr. Camilo Afonso, que seriam feitos todos os esforços no sentido de oferecer a melhor acolhida possível ao evento, devido à sua importância temática e por tratar-se de um evento comemorativo ao Dia da África, além de receber um grande estudioso africano - Prof. Dr. Kabengelê Munanga e outros estudiosos brasileiros envolvidos com a História da África e a Diáspora.
A coordenação
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Quanta intolerância!!! Até hoje a SEMUR não respondeu...
Quanta intolerância! !!
O III Seminário Preconceito na Fala, Preconceito na Cor está sendo realizado sem dinheiro público!!!
Na esfera municipal, a Secretaria da Reparação, através do Sr. Ailton Ferreira, agendou um encontro com a coordenação do III Seminário Preconceito na Fala, Preconceito na Cor, para o dia 22 de fevereiro de 2010.
a. No dia agendado, o Secretário não compareceu à reunião e não justificou a sua ausência. Obs. a reunião foi agendada anteriormente por ele próprio.;
b. Foi protocolado o ofício n.017/2010, solicitando apoio. No ofício, foi mostrado o objetivo do evento, relação dos palestrantes e orçamento;
c. Durante 60 (sessenta) dias, a coordenação não foi recebida pelo Secretário;
d. A coordenação desafiou e resultou em 25 idas à SEMUR, sem obter êxito;
e. A SEMUR, através de uma assessora de prenome Janaína, deu o seguinte parecer verbal, afirmando ter sido do Procurador (?):
"A SEMUR não apoia este tipo de evento."
Lançamos as perguntas que até hoje não tiveram respostas:
- Qual a classificação dada pela SEMUR a este evento? ( esse tipo de evento...)
- Qual a função da SEMUR?
- Por que o ofício protocolado não foi respondido por escrito?
Já estamos vivenciando o III Seminário Preconceito na Fala, Preconceito na Cor.
Faça a sua reflexão.
O III Seminário Preconceito na Fala, Preconceito na Cor está sendo realizado sem dinheiro público!!!
Na esfera municipal, a Secretaria da Reparação, através do Sr. Ailton Ferreira, agendou um encontro com a coordenação do III Seminário Preconceito na Fala, Preconceito na Cor, para o dia 22 de fevereiro de 2010.
a. No dia agendado, o Secretário não compareceu à reunião e não justificou a sua ausência. Obs. a reunião foi agendada anteriormente por ele próprio.;
b. Foi protocolado o ofício n.017/2010, solicitando apoio. No ofício, foi mostrado o objetivo do evento, relação dos palestrantes e orçamento;
c. Durante 60 (sessenta) dias, a coordenação não foi recebida pelo Secretário;
d. A coordenação desafiou e resultou em 25 idas à SEMUR, sem obter êxito;
e. A SEMUR, através de uma assessora de prenome Janaína, deu o seguinte parecer verbal, afirmando ter sido do Procurador (?):
"A SEMUR não apoia este tipo de evento."
Lançamos as perguntas que até hoje não tiveram respostas:
- Qual a classificação dada pela SEMUR a este evento? ( esse tipo de evento...)
- Qual a função da SEMUR?
- Por que o ofício protocolado não foi respondido por escrito?
Já estamos vivenciando o III Seminário Preconceito na Fala, Preconceito na Cor.
Faça a sua reflexão.
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